Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em União da Vitória - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para União da Vitória, Paraná.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 48poços cadastrados
  • 140,8 mprofundidade média
  • 132 mprofundidade mediana
  • 18 mnível estático médio

Como são os poços em União da Vitória - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em União da Vitória - PR. A profundidade média é de 140,8 m e a mediana, 132 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 1.117 dos 19.982 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
140,8 m
Profundidade mediana
132 m
Nível estático médio
18 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
55.033 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.117 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em União da Vitória, com profundidade média de 140,8 m (mediana de 132 m, variando de 80 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de União da Vitória é praticamente igual à média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em União da Vitória

Poços cadastrados em União da Vitória - PR
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média140,8 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana132 m
Faixa de profundidade80 m a 200 m
Nível estático médio18 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,5 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 61% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em União da Vitória 80 m mínimo 132 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de União da Vitória por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 24% 100-150 m 9 · 43% 150-200 m 7 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em União da Vitória 1 1980 3 1990 16 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de União da Vitória. Valores em poços. Abastecimento industrial 8 · 62% Abastecimento múltiplo 4 · 31% Outros (lazer,etc.) 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Carstico — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 9 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de União da Vitória

União da Vitória tem 55.033 habitantes distribuídos em 720,0 km², o que dá 76,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de União da Vitória, na região intermediária de Curitiba.

No Censo 2022, 1.117 dos 19.982 domicílios de União da Vitória — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 854 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.555 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de União da Vitória, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de União da Vitória

Com base em 147 poços cadastrados num raio de 30 km de União da Vitória - PR, 80% deles foram concluídos entre 93 m e 200 m, com profundidade mediana de 127 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,4 m³/h), sobre 41 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de União da Vitória se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 147 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

127 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
5,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 41 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de União da Vitória: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta147 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de União da Vitória costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 28%29
  • 100 a 150 m 45%47
  • acima de 150 m 26%27

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 4,9 m³/h 127 m 576 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,3 m³/h 110 m 135 com teste
Formação Botucatu 9,0 m³/h 120 m 51 com teste
Grupo Itararé 18,1 m³/h 150 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Formação Serra Geral 11 · Subgrupo Rio do Rastro 3 · Grupo Itararé 1
  • 100 a 150 m36 poços Formação Serra Geral 30 · Formação Botucatu 3 · Quaternário 1
  • acima de 150 m19 poços Formação Serra Geral 14 · Subgrupo Rio do Rastro 3 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos União da Vitória?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em União da Vitória.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.