Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ubiratã - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ubiratã, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 219poços cadastrados
  • 131,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 68,4 mnível estático médio

Como são os poços em Ubiratã - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 219 poços em Ubiratã - PR. A profundidade média é de 131,6 m e a mediana, 120 m, medida em 165 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 68,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 604 dos 9.227 domicílios do município — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
219
Profundidade média
131,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
68,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
8,3 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
24.749 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
604 (6,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 219 poços em Ubiratã, com profundidade média de 131,6 m (mediana de 120 m, variando de 60 m a 288 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ubiratã é 8,3 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Ubiratã

Poços cadastrados em Ubiratã - PR
Poços no cadastro nacional219 poços
Profundidade média131,6 m 165 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade60 m a 288 m
Nível estático médio68,4 m 154 poços com o dado
Nível dinâmico médio88,1 m 152 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 127 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 81% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumIrrigação 70 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 63 poços
Poços com teste de vazão219 de 219
Distribuição das profundidades em Ubiratã 60 m mínimo 120 m mediana 288 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 160 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ubiratã por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 63 · 38% 100-150 m 57 · 35% 150-200 m 28 · 17% acima de 200 m 17 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ubiratã 1 1970 4 1980 15 1990 63 2000 60 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ubiratã. Valores em poços. Irrigação 70 · 68% Outros (lazer,etc.) 14 · 14% Abastecimento múltiplo 9 · 9% Abastecimento urbano 5 · 5% Abastecimento industrial 3 · 3% Pecuária 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 47 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 58 poços

O território e o subsolo de Ubiratã

Ubiratã tem 24.749 habitantes distribuídos em 652,6 km², o que dá 37,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Mourão, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 604 dos 9.227 domicílios de Ubiratã — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 560 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 299 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ubiratã, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ubiratã

Com base em 627 poços cadastrados num raio de 30 km de Ubiratã - PR, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 204 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 11,2 m³/h), sobre 324 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 47 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ubiratã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 627 poços no raio, contra 219 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
47 mnível estático mediano
22,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 324 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ubiratã: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta627 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 78peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 90peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ubiratã costumam descer

  • até 50 m 0%2
  • 50 a 100 m 38%170
  • 100 a 150 m 37%162
  • acima de 150 m 24%108

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m71 poços Formação Serra Geral 70 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m64 poços Formação Serra Geral 63 · Grupo Caiuá 1
  • acima de 150 m23 poços Formação Serra Geral 23

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ubiratã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ubiratã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.