Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guamiranga - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guamiranga, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra alta
  • 25poços cadastrados
  • 226,6 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Guamiranga - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Guamiranga - PR. A profundidade média é de 226,6 m e a mediana, 102 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Alta. No Censo 2022, 859 dos 2.793 domicílios do município — 30,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
226,6 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Alta
Ante a média do estado
86,7 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
7.856 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
859 (30,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Guamiranga, com profundidade média de 226,6 m (mediana de 102 m, variando de 70 m a 2.002 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Alta, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guamiranga é 86,7 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Guamiranga

Poços cadastrados em Guamiranga - PR
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média226,6 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade70 m a 2.002 m
Nível estático médio12,5 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,8 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Alta 33% dos registros
Uso mais comumIrrigação 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Guamiranga 70 m mínimo 102 m mediana 2.002 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 151 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guamiranga por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 33% 100-150 m 7 · 39% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 4 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guamiranga 5 1980 1 1990 11 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guamiranga. Valores em poços. Irrigação 4 · 57% Abastecimento urbano 2 · 29% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Carstico — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Alta — 5 poços
  • Formação Teresina — 3 poços
  • Formação Palermo — 2 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Formação Irati — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Guamiranga

Guamiranga tem 7.856 habitantes distribuídos em 244,8 km², o que dá 32,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guarapuava.

No Censo 2022, 859 dos 2.793 domicílios de Guamiranga — 30,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 104 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 988 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guamiranga

Com base em 187 poços cadastrados num raio de 30 km de Guamiranga - PR, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 230 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 76 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guamiranga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 187 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
6,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 76 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guamiranga: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta187 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 43peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guamiranga costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 24%32
  • 100 a 150 m 36%48
  • acima de 150 m 38%51

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 19,5 m³/h 140 m 2710 com teste
Formação Rio Bonito 21,7 m³/h 192 m 258 com teste
Formação Teresina 5,7 m³/h 126 m 144 com teste
Formação Palermo 9,2 m³/h 119 m 125 com teste
Formação Serra Alta 95,1 m³/h 137 m 101 com teste
Grupo Passa Dois 3,8 m³/h 150 m 66 com teste
Formação Irati 55,0 m³/h 77 m 52 com teste
Formação Furnas sem teste 156 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m30 poços Grupo Itararé 7 · Formação Palermo 6 · Formação Rio Bonito 6
  • 100 a 150 m28 poços Formação Teresina 8 · Grupo Itararé 8 · Grupo Passa Dois 3
  • acima de 150 m32 poços Formação Rio Bonito 12 · Grupo Itararé 8 · Formação Palermo 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guamiranga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guamiranga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.