Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paulo Frontin - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paulo Frontin, Paraná.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 18poços cadastrados
  • 352,9 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 9,4 mnível estático médio

Como são os poços em Paulo Frontin - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Paulo Frontin - PR. A profundidade média é de 352,9 m e a mediana, 150 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 733 dos 2.301 domicílios do município — 31,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
352,9 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
9,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
213 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
6.343 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
733 (31,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Paulo Frontin, com profundidade média de 352,9 m (mediana de 150 m, variando de 100 m a 1.999,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 86% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paulo Frontin é 213 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Paulo Frontin

Poços cadastrados em Paulo Frontin - PR
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média352,9 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade100 m a 1.999,5 m
Nível estático médio9,4 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,5 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 86% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Paulo Frontin 100 m mínimo 150 m mediana 1.999,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paulo Frontin por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 30% 100-150 m 3 · 30% acima de 200 m 4 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paulo Frontin 1 1950 1 1980 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paulo Frontin. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 50% Abastecimento industrial 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 6 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Paulo Frontin

Paulo Frontin tem 6.343 habitantes distribuídos em 363,4 km², o que dá 17,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de União da Vitória, na região intermediária de Curitiba.

No Censo 2022, 733 dos 2.301 domicílios de Paulo Frontin — 31,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 427 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 719 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paulo Frontin

Com base em 84 poços cadastrados num raio de 30 km de Paulo Frontin - PR, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 300 m, com profundidade mediana de 126 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 23 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paulo Frontin se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 84 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

126 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
3,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 23 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paulo Frontin: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta84 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paulo Frontin costumam descer

  • até 50 m 5%3
  • 50 a 100 m 29%16
  • 100 a 150 m 39%22
  • acima de 150 m 27%15

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Rio do Rastro 5,9 m³/h 120 m 126 com teste
Formação Serra Geral sem teste 127 m 12
Grupo Itararé 18,1 m³/h 100 m 71 com teste
Subgrupo Estrada Nova 3,7 m³/h 120 m 62 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Palermo 1 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Passa Dois 1
  • 50 a 100 m9 poços Subgrupo Rio do Rastro 4 · Grupo Itararé 3 · Subgrupo Estrada Nova 1
  • 100 a 150 m16 poços Formação Serra Geral 6 · Subgrupo Rio do Rastro 4 · Subgrupo Estrada Nova 4
  • acima de 150 m9 poços Formação Serra Geral 4 · Subgrupo Rio do Rastro 3 · Subgrupo Estrada Nova 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paulo Frontin?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paulo Frontin.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.