Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Joaquim Távora - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Joaquim Távora, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação teresina
  • 19poços cadastrados
  • 329,7 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 62,5 mnível estático médio

Como são os poços em Joaquim Távora - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Joaquim Távora - PR. A profundidade média é de 329,7 m e a mediana, 150 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 62,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Teresina. No Censo 2022, 152 dos 4.369 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
329,7 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
62,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Teresina
Ante a média do estado
189,8 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
11.945 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
152 (3,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Joaquim Távora, com profundidade média de 329,7 m (mediana de 150 m, variando de 100 m a 2.333,7 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Teresina, presente em 30% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Joaquim Távora é 189,8 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Joaquim Távora

Poços cadastrados em Joaquim Távora - PR
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média329,7 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade100 m a 2.333,7 m
Nível estático médio62,5 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio100,9 m 11 poços com o dado
Vazão específica média6 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 70% dos registros
Rocha predominanteFormação Teresina 30% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Joaquim Távora 100 m mínimo 150 m mediana 2.333,7 m máximo
Metade dos poços fica entre 102,3 m e 304 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Joaquim Távora por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 14% 100-150 m 7 · 50% acima de 200 m 5 · 36%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Joaquim Távora 1 1950 2 1980 4 1990 1 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Joaquim Távora. Valores em poços. Abastecimento industrial 5 · 63% Abastecimento múltiplo 1 · 13% Irrigação 1 · 13% Outros (lazer,etc.) 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Teresina — 3 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Formação Rio Bonito — 2 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços

O território e o subsolo de Joaquim Távora

Joaquim Távora tem 11.945 habitantes distribuídos em 289,2 km², o que dá 41,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santo Antônio da Platina, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 152 dos 4.369 domicílios de Joaquim Távora — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 120 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 387 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Joaquim Távora, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Joaquim Távora

Com base em 156 poços cadastrados num raio de 30 km de Joaquim Távora - PR, 80% deles foram concluídos entre 97 m e 299 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 28,1 m³/h), sobre 53 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Joaquim Távora se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 156 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
5,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 53 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Joaquim Távora: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta156 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Joaquim Távora costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 22%23
  • 100 a 150 m 38%39
  • acima de 150 m 38%39

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 9,9 m³/h 148 m 319 com teste
Formação Rio Bonito 35,3 m³/h 111 m 183 com teste
Formação Serra Geral 26,5 m³/h 146 m 102 com teste
Formação Botucatu 25,2 m³/h 150 m 62 com teste
Formação Palermo 22,3 m³/h 273 m 44 com teste
Formação Teresina 0,7 m³/h 126 m 41 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,7 m³/h 100 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m12 poços Grupo Itararé 6 · Formação Rio Bonito 4 · Grupo São Bento 1
  • 100 a 150 m28 poços Grupo Itararé 14 · Formação Serra Geral 5 · Formação Botucatu 4
  • acima de 150 m20 poços Grupo Itararé 9 · Formação Palermo 4 · Formação Rio Bonito 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Joaquim Távora?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Joaquim Távora.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.