Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paula Freitas - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paula Freitas, Paraná.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 24poços cadastrados
  • 251,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Paula Freitas - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Paula Freitas - PR. A profundidade média é de 251,4 m e a mediana, 100 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 700 dos 2.056 domicílios do município — 34,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
251,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
111,5 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
5.666 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
700 (34,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Paula Freitas, com profundidade média de 251,4 m (mediana de 100 m, variando de 24 m a 2.162,7 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paula Freitas é 111,5 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Paula Freitas

Poços cadastrados em Paula Freitas - PR
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média251,4 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade24 m a 2.162,7 m
Nível estático médio5,9 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,9 m 13 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 75% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Paula Freitas 24 m mínimo 100 m mediana 2.162,7 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paula Freitas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 7% 50-100 m 8 · 53% 100-150 m 3 · 20% 150-200 m 2 · 13% acima de 200 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paula Freitas 1 1960 2 1970 1 1980 1 1990 8 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paula Freitas. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 44% Outros (lazer,etc.) 2 · 22% Abastecimento múltiplo 1 · 11% Abastecimento industrial 1 · 11% Irrigação 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços
  • Carstico — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Formação Palermo — 2 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Paula Freitas

Paula Freitas tem 5.666 habitantes distribuídos em 421,4 km², o que dá 13,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de União da Vitória, na região intermediária de Curitiba.

No Censo 2022, 700 dos 2.056 domicílios de Paula Freitas — 34,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 358 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 697 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paula Freitas

Com base em 153 poços cadastrados num raio de 30 km de Paula Freitas - PR, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 200 m, com profundidade mediana de 127 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 45 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paula Freitas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 153 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

127 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
5,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 45 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paula Freitas: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta153 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paula Freitas costumam descer

  • até 50 m 3%3
  • 50 a 100 m 26%29
  • 100 a 150 m 46%51
  • acima de 150 m 25%27

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 4,9 m³/h 126 m 514 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,6 m³/h 115 m 208 com teste
Formação Botucatu 9,0 m³/h 120 m 51 com teste
Grupo Itararé 18,1 m³/h 125 m 51 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Palermo 1 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Passa Dois 1
  • 50 a 100 m17 poços Formação Serra Geral 10 · Subgrupo Rio do Rastro 5 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m39 poços Formação Serra Geral 29 · Subgrupo Rio do Rastro 5 · Formação Botucatu 3
  • acima de 150 m17 poços Formação Serra Geral 11 · Subgrupo Rio do Rastro 4 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paula Freitas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paula Freitas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.