Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova América da Colina - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova América da Colina, Paraná.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 8poços cadastrados
  • 107,9 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 32,5 mnível estático médio

Como são os poços em Nova América da Colina - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Nova América da Colina - PR. A profundidade média é de 107,9 m e a mediana, 95 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 121 dos 1.164 domicílios do município — 10,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
107,9 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
32,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
32 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
3.280 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
121 (10,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Nova América da Colina, com profundidade média de 107,9 m (mediana de 95 m, variando de 66 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova América da Colina é 32 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Nova América da Colina

Poços cadastrados em Nova América da Colina - PR
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média107,9 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade66 m a 150 m
Nível estático médio32,5 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,6 m 5 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 60% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Nova América da Colina 66 m mínimo 95 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova América da Colina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 57% 100-150 m 3 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova América da Colina 2 1980 3 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova América da Colina. Valores em poços. Abastecimento industrial 1 · 50% Abastecimento urbano 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 5 poços

O território e o subsolo de Nova América da Colina

Nova América da Colina tem 3.280 habitantes distribuídos em 129,5 km², o que dá 25,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cornélio Procópio – Bandeirantes, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 121 dos 1.164 domicílios de Nova América da Colina — 10,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 119 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 145 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova América da Colina

Com base em 396 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova América da Colina - PR, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 204 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 183 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova América da Colina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 396 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
14,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 183 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova América da Colina: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta396 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova América da Colina costumam descer

  • até 50 m 3%8
  • 50 a 100 m 33%84
  • 100 a 150 m 42%107
  • acima de 150 m 23%58

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,0 m³/h 106 m 14651 com teste
Formação Botucatu sem teste 1.014 m 7
Grupo Itararé 30,0 m³/h 100 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Serra Geral 7
  • 50 a 100 m40 poços Formação Serra Geral 38 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m41 poços Formação Serra Geral 41
  • acima de 150 m29 poços Formação Serra Geral 24 · Formação Botucatu 4 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova América da Colina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova América da Colina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.