Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Cantu - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Cantu, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 40poços cadastrados
  • 124,3 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 41,7 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Cantu - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Nova Cantu - PR. A profundidade média é de 124,3 m e a mediana, 120 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 41,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 296 dos 2.542 domicílios do município — 11,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
124,3 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
41,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
15,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
6.790 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
296 (11,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Nova Cantu, com profundidade média de 124,3 m (mediana de 120 m, variando de 42 m a 216 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Cantu é 15,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Nova Cantu

Poços cadastrados em Nova Cantu - PR
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média124,3 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade42 m a 216 m
Nível estático médio41,7 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,8 m 29 poços com o dado
Vazão específica média3,5 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 59% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 94% dos registros
Uso mais comumIrrigação 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Nova Cantu 42 m mínimo 120 m mediana 216 m máximo
Metade dos poços fica entre 93 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Cantu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 9 · 28% 100-150 m 14 · 44% 150-200 m 5 · 16% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Cantu 2 1980 7 1990 12 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Cantu. Valores em poços. Irrigação 11 · 61% Abastecimento urbano 4 · 22% Abastecimento industrial 2 · 11% Outros (lazer,etc.) 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 6 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 16 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Nova Cantu

Nova Cantu tem 6.790 habitantes distribuídos em 555,5 km², o que dá 12,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Mourão, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 296 dos 2.542 domicílios de Nova Cantu — 11,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 260 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 704 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Cantu

Com base em 216 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Cantu - PR, 80% deles foram concluídos entre 73 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 10,5 m³/h), sobre 84 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 44 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Cantu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 216 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
44 mnível estático mediano
7,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 84 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Cantu: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta216 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Cantu costumam descer

  • até 50 m 2%3
  • 50 a 100 m 37%46
  • 100 a 150 m 36%45
  • acima de 150 m 24%30

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m22 poços Formação Serra Geral 21 · Grupo Itararé 1
  • 100 a 150 m20 poços Formação Serra Geral 20
  • acima de 150 m12 poços Formação Serra Geral 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Cantu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Cantu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.