Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nova Olímpia - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nova Olímpia, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 36poços cadastrados
  • 108,1 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 17,9 mnível estático médio

Como são os poços em Nova Olímpia - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 36 poços em Nova Olímpia - PR. A profundidade média é de 108,1 m e a mediana, 100 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 184 dos 2.262 domicílios do município — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
36
Profundidade média
108,1 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
17,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
31,8 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
5.833 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
184 (8,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 36 poços em Nova Olímpia, com profundidade média de 108,1 m (mediana de 100 m, variando de 60 m a 173 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 95% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nova Olímpia é 31,8 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Nova Olímpia

Poços cadastrados em Nova Olímpia - PR
Poços no cadastro nacional36 poços
Profundidade média108,1 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade60 m a 173 m
Nível estático médio17,9 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,2 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 95% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 95% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão36 de 36
Distribuição das profundidades em Nova Olímpia 60 m mínimo 100 m mediana 173 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nova Olímpia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 17 · 61% 100-150 m 9 · 32% 150-200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nova Olímpia 2 1970 1 1980 9 1990 5 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nova Olímpia. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 33% Irrigação 5 · 33% Abastecimento industrial 2 · 13% Abastecimento múltiplo 2 · 13% Pecuária 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 18 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 18 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Nova Olímpia

Nova Olímpia tem 5.833 habitantes distribuídos em 136,3 km², o que dá 42,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Umuarama, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 184 dos 2.262 domicílios de Nova Olímpia — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 182 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 149 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nova Olímpia

Com base em 400 poços cadastrados num raio de 30 km de Nova Olímpia - PR, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 22,5 m³/h), sobre 153 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nova Olímpia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 400 poços no raio, contra 36 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
14,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 153 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nova Olímpia: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta400 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nova Olímpia costumam descer

  • até 50 m 2%4
  • 50 a 100 m 56%132
  • 100 a 150 m 34%81
  • acima de 150 m 8%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 8,6 m³/h 100 m 18765 com teste
Formação Serra Geral sem teste 101 m 7
Grupo Itararé sem teste 88 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m70 poços Grupo Caiuá 64 · Formação Serra Geral 3 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m55 poços Grupo Caiuá 51 · Formação Serra Geral 3 · Formação Capiru 1
  • acima de 150 m10 poços Grupo Caiuá 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nova Olímpia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nova Olímpia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.