Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guapirama - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guapirama, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação rio bonito
  • 21poços cadastrados
  • 184,2 mprofundidade média
  • 153 mprofundidade mediana
  • 13,9 mnível estático médio

Como são os poços em Guapirama - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Guapirama - PR. A profundidade média é de 184,2 m e a mediana, 153 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rio Bonito. No Censo 2022, 191 dos 1.730 domicílios do município — 11% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
184,2 m
Profundidade mediana
153 m
Nível estático médio
13,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rio Bonito
Ante a média do estado
44,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
4.626 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
191 (11%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Guapirama, com profundidade média de 184,2 m (mediana de 153 m, variando de 30 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rio Bonito, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guapirama é 44,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Guapirama

Poços cadastrados em Guapirama - PR
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média184,2 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana153 m
Faixa de profundidade30 m a 300 m
Nível estático médio13,9 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio80,1 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteFormação Rio Bonito 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1980 4 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Guapirama 30 m mínimo 153 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 120,2 m e 280 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guapirama por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 9% 50-100 m 1 · 9% 100-150 m 2 · 18% 150-200 m 2 · 18% acima de 200 m 5 · 45%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guapirama 4 1980 2 1990 1 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guapirama. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 50% Abastecimento industrial 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rio Bonito — 5 poços
  • Grupo Itararé — 4 poços
  • Formação Palermo — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Formação Serra Alta — 1 poço

O território e o subsolo de Guapirama

Guapirama tem 4.626 habitantes distribuídos em 189,1 km², o que dá 24,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santo Antônio da Platina, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 191 dos 1.730 domicílios de Guapirama — 11% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 125 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 262 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guapirama

Com base em 171 poços cadastrados num raio de 30 km de Guapirama - PR, 80% deles foram concluídos entre 93 m e 300 m, com profundidade mediana de 128 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 27,1 m³/h), sobre 64 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guapirama se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 171 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

128 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
6,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 64 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guapirama: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta171 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guapirama costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 18%20
  • 100 a 150 m 49%56
  • acima de 150 m 32%36

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 4,9 m³/h 123 m 279 com teste
Formação Serra Geral 32,2 m³/h 146 m 134 com teste
Formação Rio Bonito 29,7 m³/h 151 m 131 com teste
Formação Botucatu 25,0 m³/h 148 m 133 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,0 m³/h 117 m 96 com teste
Formação Teresina 0,7 m³/h 102 m 51 com teste
Formação Palermo 18,4 m³/h 276 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m10 poços Grupo Itararé 6 · Formação Teresina 1 · Grupo São Bento 1
  • 100 a 150 m38 poços Grupo Itararé 11 · Formação Botucatu 9 · Formação Serra Geral 7
  • acima de 150 m21 poços Grupo Itararé 8 · Formação Serra Geral 4 · Formação Palermo 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guapirama?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guapirama.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.