Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Brasilândia do Sul - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brasilândia do Sul, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 21poços cadastrados
  • 130,9 mprofundidade média
  • 124 mprofundidade mediana
  • 61,4 mnível estático médio

Como são os poços em Brasilândia do Sul - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Brasilândia do Sul - PR. A profundidade média é de 130,9 m e a mediana, 124 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 61,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 255 dos 1.424 domicílios do município — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
130,9 m
Profundidade mediana
124 m
Nível estático médio
61,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
9 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
3.708 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
255 (17,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Brasilândia do Sul, com profundidade média de 130,9 m (mediana de 124 m, variando de 75 m a 216 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 91% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Brasilândia do Sul é 9 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Brasilândia do Sul

Poços cadastrados em Brasilândia do Sul - PR
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média130,9 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana124 m
Faixa de profundidade75 m a 216 m
Nível estático médio61,4 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio98,1 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 91% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 91% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Brasilândia do Sul 75 m mínimo 124 m mediana 216 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 192 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Brasilândia do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 42% 100-150 m 3 · 25% 150-200 m 3 · 25% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Brasilândia do Sul 1 1980 2 1990 8 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Grupo Caiuá — 1 poço

O território e o subsolo de Brasilândia do Sul

Brasilândia do Sul tem 3.708 habitantes distribuídos em 291,0 km², o que dá 12,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Umuarama, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 255 dos 1.424 domicílios de Brasilândia do Sul — 17,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 231 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 288 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Brasilândia do Sul

Com base em 665 poços cadastrados num raio de 30 km de Brasilândia do Sul - PR, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 200 m, com profundidade mediana de 123 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 268 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brasilândia do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 665 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

123 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
23,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 268 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Brasilândia do Sul: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta665 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 80peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Brasilândia do Sul costumam descer

  • até 50 m 1%3
  • 50 a 100 m 28%112
  • 100 a 150 m 44%179
  • acima de 150 m 28%113

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 20,2 m³/h 131 m 18944 com teste
Grupo Caiuá 6,2 m³/h 105 m 4113 com teste
Grupo Itararé sem teste 150 m 12

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Grupo Caiuá 1
  • 50 a 100 m42 poços Formação Serra Geral 27 · Grupo Caiuá 12 · Grupo Itararé 3
  • 100 a 150 m78 poços Formação Serra Geral 66 · Grupo Caiuá 9 · Grupo Itararé 3
  • acima de 150 m44 poços Formação Serra Geral 37 · Grupo Caiuá 4 · Grupo Itararé 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Brasilândia do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brasilândia do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.