Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José do Peixe - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José do Peixe, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação longa
  • 99poços cadastrados
  • 135 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 15,3 mnível estático médio

Como são os poços em São José do Peixe - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 99 poços em São José do Peixe - PI. A profundidade média é de 135 m e a mediana, 130 m, medida em 87 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Longa. No Censo 2022, 296 dos 1.159 domicílios do município — 25,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
99
Profundidade média
135 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
15,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Longa
Ante a média do estado
28,6 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
3.297 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
296 (25,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 99 poços em São José do Peixe, com profundidade média de 135 m (mediana de 130 m, variando de 3 m a 325 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Longa, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José do Peixe é 28,6 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em São José do Peixe

Poços cadastrados em São José do Peixe - PI
Poços no cadastro nacional99 poços
Profundidade média135 m 87 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade3 m a 325 m
Nível estático médio15,3 m 70 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,7 m 23 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Longa 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 37 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 28 poços
Poços com teste de vazão99 de 99
Distribuição das profundidades em São José do Peixe 3 m mínimo 130 m mediana 325 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José do Peixe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 5% 50-100 m 25 · 29% 100-150 m 38 · 44% 150-200 m 14 · 16% acima de 200 m 6 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José do Peixe 8 1960 4 1970 8 1980 28 1990 24 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José do Peixe. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 37 · 61% Abastecimento doméstico 12 · 20% Doméstico/irrigação/animal 8 · 13% Irrigação 4 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Longa — 6 poços
  • Formação Cabeças — 5 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 2 poços
  • Grupo Serra Grande — 2 poços
  • Formação Mosquito — 1 poço

O território e o subsolo de São José do Peixe

São José do Peixe tem 3.297 habitantes distribuídos em 1.287,2 km², o que dá 2,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Floriano.

No Censo 2022, 296 dos 1.159 domicílios de São José do Peixe — 25,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 292 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 163 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José do Peixe

Com base em 270 poços cadastrados num raio de 30 km de São José do Peixe - PI, 80% deles foram concluídos entre 88 m e 200 m, com profundidade mediana de 125 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 53 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José do Peixe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 270 poços no raio, contra 99 poços dentro do município.

125 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
9,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 53 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José do Peixe: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta270 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 53peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 17peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 97peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José do Peixe costumam descer

  • até 50 m 3%6
  • 50 a 100 m 31%71
  • 100 a 150 m 39%91
  • acima de 150 m 27%63

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 2,8 m³/h 105 m 144 com teste
Formação Longa 5,0 m³/h 145 m 105 com teste
Formação Cabeças 6,4 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m10 poços Grupo Serra Grande 6 · Formação Cabeças 2 · Formação Longa 1
  • 100 a 150 m10 poços Grupo Serra Grande 5 · Formação Longa 4 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 1
  • acima de 150 m8 poços Formação Longa 4 · Grupo Serra Grande 3 · Formação Cabeças 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José do Peixe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José do Peixe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.