Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Julião - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Julião, Piauí.

  • aquífero fissural
  • aluviões
  • 150poços cadastrados
  • 77,1 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 16,9 mnível estático médio

Como são os poços em São Julião - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 150 poços em São Julião - PI. A profundidade média é de 77,1 m e a mediana, 70 m, medida em 116 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 145 dos 2.195 domicílios do município — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
150
Profundidade média
77,1 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
16,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
29,3 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.025 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
145 (6,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 150 poços em São Julião, com profundidade média de 77,1 m (mediana de 70 m, variando de 20,5 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Julião é 29,3 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em São Julião

Poços cadastrados em São Julião - PI
Poços no cadastro nacional150 poços
Profundidade média77,1 m 116 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade20,5 m a 200 m
Nível estático médio16,9 m 75 poços com o dado
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteAluviões 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 45 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 60 poços
Poços com teste de vazão150 de 150
Distribuição das profundidades em São Julião 20,5 m mínimo 70 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 57 m e 92 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Julião por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 20% 50-100 m 77 · 66% 100-150 m 14 · 12% 150-200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Julião 2 1970 10 1980 13 1990 60 2000 48 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Julião. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 45 · 62% Abastecimento doméstico 16 · 22% Pecuária 7 · 10% Doméstico/irrigação/animal 3 · 4% Abastecimento múltiplo 1 · 1% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de São Julião

São Julião tem 6.025 habitantes distribuídos em 291,1 km², o que dá 20,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.

No Censo 2022, 145 dos 2.195 domicílios de São Julião — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 138 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 471 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Julião, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Julião

Com base em 1.279 poços cadastrados num raio de 30 km de São Julião - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 181 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 2,5 m³/h (metade dos poços entre 1,3 m³/h e 4,0 m³/h), sobre 125 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Julião se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.279 poços no raio, contra 150 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
2,5 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
45,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 125 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Julião: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta1.279 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 27peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Julião costumam descer

  • até 50 m 18%177
  • 50 a 100 m 54%526
  • 100 a 150 m 16%153
  • acima de 150 m 12%122

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 2,9 m³/h 150 m 2318 com teste
Aluviões 6,0 m³/h 50 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Aluviões 2 · Pré-Cambriano Indiviso 1 · Complexo Jaguaretama 1
  • 50 a 100 m8 poços Grupo Serra Grande 6 · Formação Serra Geral 1 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m7 poços Grupo Serra Grande 6 · Formação Poti 1
  • acima de 150 m12 poços Grupo Serra Grande 11 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Julião?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Julião.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.