Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José do Divino - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José do Divino, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 78poços cadastrados
  • 101,6 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 15,1 mnível estático médio

Como são os poços em São José do Divino - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 78 poços em São José do Divino - PI. A profundidade média é de 101,6 m e a mediana, 100 m, medida em 58 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 402 dos 1.669 domicílios do município — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
78
Profundidade média
101,6 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
15,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
4,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
4.841 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
402 (24,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 78 poços em São José do Divino, com profundidade média de 101,6 m (mediana de 100 m, variando de 30 m a 320 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José do Divino é 4,8 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em São José do Divino

Poços cadastrados em São José do Divino - PI
Poços no cadastro nacional78 poços
Profundidade média101,6 m 58 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade30 m a 320 m
Nível estático médio15,1 m 59 poços com o dado
Nível dinâmico médio58 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 23 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 28 poços
Poços com teste de vazão78 de 78
Distribuição das profundidades em São José do Divino 30 m mínimo 100 m mediana 320 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José do Divino por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 7% 50-100 m 33 · 57% 100-150 m 16 · 28% 150-200 m 3 · 5% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José do Divino 1 1970 6 1980 22 1990 28 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José do Divino. Valores em poços. Abastecimento doméstico 23 · 56% Abastecimento doméstico/animal 9 · 22% Doméstico/irrigação/animal 8 · 20% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 5 poços

O território e o subsolo de São José do Divino

São José do Divino tem 4.841 habitantes distribuídos em 319,4 km², o que dá 15,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Piripiri, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 402 dos 1.669 domicílios de São José do Divino — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 390 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 424 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José do Divino

Com base em 505 poços cadastrados num raio de 30 km de São José do Divino - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 145 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 115 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José do Divino se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 505 poços no raio, contra 78 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
17,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 115 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José do Divino: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra alta505 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 40peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 67peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José do Divino costumam descer

  • até 50 m 17%66
  • 50 a 100 m 60%240
  • 100 a 150 m 18%72
  • acima de 150 m 6%22

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 7,0 m³/h 70 m 6237 com teste
Formação Longa 3,9 m³/h 83 m 204 com teste
Grupo Serra Grande 6,6 m³/h 67 m 83 com teste
Formação Sardinha 6,4 m³/h 73 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Formação Cabeças 22 · Formação Longa 4 · Grupo Serra Grande 2
  • 50 a 100 m53 poços Formação Cabeças 29 · Formação Longa 15 · Grupo Serra Grande 4
  • 100 a 150 m9 poços Formação Cabeças 6 · Formação Sardinha 1 · Formação Poti 1
  • acima de 150 m7 poços Formação Cabeças 5 · Formação Longa 1 · Grupo Serra Grande 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José do Divino?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José do Divino.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.