Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Filomena - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Filomena, Piauí.

  • aquífero fissural
  • formação piauí
  • 46poços cadastrados
  • 142,6 mprofundidade média
  • 146 mprofundidade mediana
  • 69,2 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Filomena - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 46 poços em Santa Filomena - PI. A profundidade média é de 142,6 m e a mediana, 146 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 69,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Piauí. No Censo 2022, 868 dos 1.831 domicílios do município — 47,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
46
Profundidade média
142,6 m
Profundidade mediana
146 m
Nível estático médio
69,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Piauí
Ante a média do estado
36,2 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.087 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
868 (47,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 46 poços em Santa Filomena, com profundidade média de 142,6 m (mediana de 146 m, variando de 30 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piauí, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Filomena é 36,2 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Santa Filomena

Poços cadastrados em Santa Filomena - PI
Poços no cadastro nacional46 poços
Profundidade média142,6 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana146 m
Faixa de profundidade30 m a 210 m
Nível estático médio69,2 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio92,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Piauí 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 7 poços
Poços com teste de vazão46 de 46
Distribuição das profundidades em Santa Filomena 30 m mínimo 146 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 196 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Filomena por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 5% 50-100 m 4 · 20% 100-150 m 6 · 30% 150-200 m 6 · 30% acima de 200 m 3 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Filomena 2 1980 4 2000 7 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Filomena. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 57% Abastecimento doméstico/animal 6 · 43%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piauí — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Filomena

Santa Filomena tem 6.087 habitantes distribuídos em 5.293,7 km², o que dá 1,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Corrente, na região intermediária de Corrente - Bom Jesus.

No Censo 2022, 868 dos 1.831 domicílios de Santa Filomena — 47,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 805 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 425 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Filomena

Com base em 26 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Filomena - PI, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 290 m, com profundidade mediana de 140 m. O nível estático mediano fica em 50 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado.

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Filomena se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 26 poços no raio, contra 46 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
13,5 m³/hvazão mediana calculada
50 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 4 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Filomena: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra baixa26 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes sem dadopeso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si sem dadopeso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Filomena costumam descer

  • até 50 m 9%1
  • 50 a 100 m 9%1
  • 100 a 150 m 36%4
  • acima de 150 m 45%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Filomena?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Filomena.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.