Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Antônio Almeida - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Antônio Almeida, Piauí.

  • aquífero fissural
  • formação piauí
  • 51poços cadastrados
  • 116,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 51,8 mnível estático médio

Como são os poços em Antônio Almeida - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Antônio Almeida - PI. A profundidade média é de 116,4 m e a mediana, 100 m, medida em 46 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 51,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Piauí. No Censo 2022, 53 dos 1.040 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
116,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
51,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Piauí
Ante a média do estado
10 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
3.152 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
53 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Antônio Almeida, com profundidade média de 116,4 m (mediana de 100 m, variando de 3,1 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piauí, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Antônio Almeida é 10 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Antônio Almeida

Poços cadastrados em Antônio Almeida - PI
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média116,4 m 46 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade3,1 m a 250 m
Nível estático médio51,8 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio70,8 m 23 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Piauí 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 30 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Antônio Almeida 3,1 m mínimo 100 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Antônio Almeida por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 4% 50-100 m 27 · 59% 100-150 m 7 · 15% 150-200 m 6 · 13% acima de 200 m 4 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Antônio Almeida 1 1980 10 1990 30 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Antônio Almeida. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 50% Abastecimento doméstico/animal 7 · 25% Irrigação 3 · 11% Doméstico/irrigação/animal 2 · 7% Abastecimento industrial 2 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piauí — 6 poços
  • Formação Pedra de Fogo — 1 poço
  • Formação Poti — 1 poço

O território e o subsolo de Antônio Almeida

Antônio Almeida tem 3.152 habitantes distribuídos em 644,8 km², o que dá 4,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uruçuí, na região intermediária de Floriano.

No Censo 2022, 53 dos 1.040 domicílios de Antônio Almeida — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 36 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 52 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Antônio Almeida, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Antônio Almeida

Com base em 124 poços cadastrados num raio de 30 km de Antônio Almeida - PI, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 230 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 9,2 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 30 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Antônio Almeida se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 124 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
9,2 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
4,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 30 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Antônio Almeida: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta124 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 32peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 94peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Antônio Almeida costumam descer

  • até 50 m 3%3
  • 50 a 100 m 44%42
  • 100 a 150 m 20%19
  • acima de 150 m 33%32

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m7 poços Formação Piauí 6 · Formação Poti 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Piauí 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Antônio Almeida?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Antônio Almeida.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.