Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tuparetama - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tuparetama, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 221poços cadastrados
  • 30,1 mprofundidade média
  • 36 mprofundidade mediana
  • 6,5 mnível estático médio

Como são os poços em Tuparetama - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 221 poços em Tuparetama - PE. A profundidade média é de 30,1 m e a mediana, 36 m, medida em 168 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 358 dos 2.953 domicílios do município — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
221
Profundidade média
30,1 m
Profundidade mediana
36 m
Nível estático médio
6,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
37,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
8.005 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
358 (12,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 221 poços em Tuparetama, com profundidade média de 30,1 m (mediana de 36 m, variando de 2,3 m a 72 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tuparetama é 37,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Tuparetama

Poços cadastrados em Tuparetama - PE
Poços no cadastro nacional221 poços
Profundidade média30,1 m 168 poços com o dado
Profundidade mediana36 m
Faixa de profundidade2,3 m a 72 m
Nível estático médio6,5 m 81 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,2 m 42 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 41 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 64% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 54 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 56 poços
Poços com teste de vazão221 de 221
Distribuição das profundidades em Tuparetama 2,3 m mínimo 36 m mediana 72 m máximo
Metade dos poços fica entre 5,7 m e 49,5 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tuparetama por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 156 · 93% 50-100 m 12 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tuparetama 7 1960 14 1970 54 1980 35 1990 56 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tuparetama. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 54 · 49% Abastecimento doméstico 31 · 28% Doméstico/irrigação/animal 18 · 16% Pecuária 5 · 5% Abastecimento industrial 1 · 1% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 58 poços
  • Poroso — 33 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 52 poços
  • Aluviões — 48 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Complexo Sertânia — 1 poço

O território e o subsolo de Tuparetama

Tuparetama tem 8.005 habitantes distribuídos em 189,5 km², o que dá 42,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Afogados da Ingazeira, na região intermediária de Serra Talhada.

No Censo 2022, 358 dos 2.953 domicílios de Tuparetama — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 352 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 576 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tuparetama

Com base em 1.915 poços cadastrados num raio de 30 km de Tuparetama - PE, 80% deles foram concluídos entre 7 m e 55 m, com profundidade mediana de 40 m. A vazão mediana calculada é de 1,6 m³/h (metade dos poços entre 0,9 m³/h e 3,9 m³/h), sobre 471 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tuparetama se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.915 poços no raio, contra 221 poços dentro do município.

40 mprofundidade mediana
1,6 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
67,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 471 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tuparetama: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta1.915 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 5peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 14peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 96peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tuparetama costumam descer

  • até 50 m 85%1.193
  • 50 a 100 m 15%206
  • 100 a 150 m 0%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões sem teste 5 m 139
Corpo Cristalino 1,5 m³/h 48 m 13896 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,0 m³/h 41 m 12767 com teste
Complexo Irajaí 3,0 m³/h 24 m 43 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 2,3 m³/h 40 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m367 poços Aluviões 139 · Pré-Cambriano Indiviso 115 · Corpo Cristalino 106
  • 50 a 100 m44 poços Corpo Cristalino 31 · Pré-Cambriano Indiviso 12 · Complexo Irajaí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tuparetama?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tuparetama.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.