Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tupanatinga - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tupanatinga, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 198poços cadastrados
  • 69,7 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 15,2 mnível estático médio

Como são os poços em Tupanatinga - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 198 poços em Tupanatinga - PE. A profundidade média é de 69,7 m e a mediana, 60 m, medida em 109 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 918 dos 7.917 domicílios do município — 11,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
198
Profundidade média
69,7 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
15,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
26.937 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
918 (11,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 198 poços em Tupanatinga, com profundidade média de 69,7 m (mediana de 60 m, variando de 1,2 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tupanatinga é praticamente igual à média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Tupanatinga

Poços cadastrados em Tupanatinga - PE
Poços no cadastro nacional198 poços
Profundidade média69,7 m 109 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade1,2 m a 250 m
Nível estático médio15,2 m 47 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,3 m 39 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 37 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 55% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 34 poços
Poços com teste de vazão198 de 198
Distribuição das profundidades em Tupanatinga 1,2 m mínimo 60 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 72 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tupanatinga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 39 · 36% 50-100 m 59 · 54% 100-150 m 5 · 5% 150-200 m 3 · 3% acima de 200 m 3 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tupanatinga 7 1960 5 1970 23 1980 6 1990 34 2000 27 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tupanatinga. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 24 · 44% Abastecimento doméstico 13 · 24% Abastecimento urbano 11 · 20% Irrigação 2 · 4% Pecuária 2 · 4% Abastecimento múltiplo 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 13 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 7 poços
  • Formação Tacaratu — 6 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Tupanatinga

Tupanatinga tem 26.937 habitantes distribuídos em 934,8 km², o que dá 28,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Arcoverde, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 918 dos 7.917 domicílios de Tupanatinga — 11,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 609 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.483 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tupanatinga

Com base em 751 poços cadastrados num raio de 30 km de Tupanatinga - PE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 80 m, com profundidade mediana de 54 m. A vazão mediana calculada é de 1,6 m³/h (metade dos poços entre 0,6 m³/h e 3,5 m³/h), sobre 114 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tupanatinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 751 poços no raio, contra 198 poços dentro do município.

54 mprofundidade mediana
1,6 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
26,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 114 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tupanatinga: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta751 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 5peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 5peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 21peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tupanatinga costumam descer

  • até 50 m 43%177
  • 50 a 100 m 51%211
  • 100 a 150 m 3%11
  • acima de 150 m 3%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Tacaratu 2,7 m³/h 56 m 6619 com teste
Corpo Cristalino 1,4 m³/h 50 m 4926 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 59 m 125 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 0,7 m³/h 50 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m72 poços Corpo Cristalino 32 · Formação Tacaratu 28 · Pré-Cambriano Indiviso 5
  • 50 a 100 m57 poços Formação Tacaratu 33 · Corpo Cristalino 17 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6
  • 100 a 150 m4 poços Formação Tacaratu 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Tacaratu 2 · Formação Inajá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tupanatinga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tupanatinga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.