Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mamanguape - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mamanguape, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 52poços cadastrados
  • 54,8 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Mamanguape - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Mamanguape - PB. A profundidade média é de 54,8 m e a mediana, 50 m, medida em 42 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 4.552 dos 14.486 domicílios do município — 31,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
54,8 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
8,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
44.599 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.552 (31,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Mamanguape, com profundidade média de 54,8 m (mediana de 50 m, variando de 10 m a 151 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mamanguape é 8,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Mamanguape

Poços cadastrados em Mamanguape - PB
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média54,8 m 42 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade10 m a 151 m
Nível estático médio17,5 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,4 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Mamanguape 10 m mínimo 50 m mediana 151 m máximo
Metade dos poços fica entre 33 m e 66 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mamanguape por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 55% 50-100 m 16 · 38% 100-150 m 2 · 5% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mamanguape 9 1970 5 1980 5 1990 21 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mamanguape. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 8 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Seridó — 1 poço

O território e o subsolo de Mamanguape

Mamanguape tem 44.599 habitantes distribuídos em 337,4 km², o que dá 132,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mamanguape - Rio Tinto, na região intermediária de João Pessoa.

No Censo 2022, 4.552 dos 14.486 domicílios de Mamanguape — 31,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.667 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.740 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mamanguape

Com base em 401 poços cadastrados num raio de 30 km de Mamanguape - PB, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 99 m, com profundidade mediana de 46 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 13,4 m³/h), sobre 92 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mamanguape se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 401 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

46 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
14,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 92 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mamanguape: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta401 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 16peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 93peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mamanguape costumam descer

  • até 50 m 64%204
  • 50 a 100 m 28%91
  • 100 a 150 m 8%24
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 2,2 m³/h 42 m 1712 com teste
Grupo Barreiras 22,4 m³/h 54 m 128 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 46 m 85 com teste
Grupo Seridó 1,7 m³/h 64 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Corpo Cristalino 12 · Pré-Cambriano Indiviso 7 · Grupo Barreiras 6
  • 50 a 100 m13 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Barreiras 4 · Grupo Seridó 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mamanguape?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mamanguape.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.