Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Triunfo - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Triunfo, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • complexo jaguaretama
  • 268poços cadastrados
  • 53 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 17,4 mnível estático médio

Como são os poços em Triunfo - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 268 poços em Triunfo - PB. A profundidade média é de 53 m e a mediana, 50 m, medida em 252 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Jaguaretama. No Censo 2022, 1.486 dos 3.172 domicílios do município — 46,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
268
Profundidade média
53 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
17,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Jaguaretama
Ante a média do estado
6,6 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
9.892 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.486 (46,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 268 poços em Triunfo, com profundidade média de 53 m (mediana de 50 m, variando de 1,4 m a 498 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Jaguaretama, presente em 25% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Triunfo é 6,6 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Triunfo

Poços cadastrados em Triunfo - PB
Poços no cadastro nacional268 poços
Profundidade média53 m 252 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade1,4 m a 498 m
Nível estático médio17,4 m 212 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,1 m 31 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 26 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteComplexo Jaguaretama 25% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 137 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 97 poços
Poços com teste de vazão268 de 268
Distribuição das profundidades em Triunfo 1,4 m mínimo 50 m mediana 498 m máximo
Metade dos poços fica entre 49 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Triunfo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 193 · 77% 50-100 m 53 · 21% 100-150 m 5 · 2% acima de 200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Triunfo 6 1960 15 1970 42 1980 97 1990 91 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Triunfo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 137 · 67% Abastecimento doméstico/animal 40 · 20% Doméstico/irrigação/animal 9 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 8 · 4% Irrigação 6 · 3% Abastecimento múltiplo 5 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Jaguaretama — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Formação Antenor Navarro — 1 poço
  • Formação Souza — 1 poço

O território e o subsolo de Triunfo

Triunfo tem 9.892 habitantes distribuídos em 224,3 km², o que dá 44,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cajazeiras, na região intermediária de Sousa - Cajazeiras.

No Censo 2022, 1.486 dos 3.172 domicílios de Triunfo — 46,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.412 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.683 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Triunfo

Com base em 1.966 poços cadastrados num raio de 30 km de Triunfo - PB, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 4,0 m³/h), sobre 322 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Triunfo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.966 poços no raio, contra 268 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
69,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 322 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Triunfo: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta1.966 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 6peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 40peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Triunfo costumam descer

  • até 50 m 77%1.448
  • 50 a 100 m 21%394
  • 100 a 150 m 1%26
  • acima de 150 m 0%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,5 m³/h 50 m 7946 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,9 m³/h 54 m 5042 com teste
Formação Souza 3,5 m³/h 50 m 168 com teste
Grupo Rio do Peixe 3,0 m³/h 45 m 109 com teste
Complexo Migmatito-Granulítico 0,7 m³/h 50 m 94 com teste
Formação Antenor Navarro 3,9 m³/h 98 m 66 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,0 m³/h 52 m 64 com teste
Grupo Barreiras 7,1 m³/h 56 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m103 poços Corpo Cristalino 45 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 22 · Formação Souza 14
  • 50 a 100 m73 poços Corpo Cristalino 34 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 25 · Grupo Barreiras 3
  • 100 a 150 m6 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Antenor Navarro 2 · Complexo Jaguaretama 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Triunfo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Triunfo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.