Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Tinto - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Tinto, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 83poços cadastrados
  • 53 mprofundidade média
  • 40 mprofundidade mediana
  • 7,5 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Tinto - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 83 poços em Rio Tinto - PB. A profundidade média é de 53 m e a mediana, 40 m, medida em 75 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.898 dos 8.204 domicílios do município — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
83
Profundidade média
53 m
Profundidade mediana
40 m
Nível estático médio
7,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
6,6 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
24.581 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.898 (23,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 83 poços em Rio Tinto, com profundidade média de 53 m (mediana de 40 m, variando de 10,4 m a 135 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Tinto é 6,6 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Rio Tinto

Poços cadastrados em Rio Tinto - PB
Poços no cadastro nacional83 poços
Profundidade média53 m 75 poços com o dado
Profundidade mediana40 m
Faixa de profundidade10,4 m a 135 m
Nível estático médio7,5 m 37 poços com o dado
Nível dinâmico médio23,6 m 26 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 25 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão83 de 83
Distribuição das profundidades em Rio Tinto 10,4 m mínimo 40 m mediana 135 m máximo
Metade dos poços fica entre 20 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Tinto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 49 · 65% 50-100 m 10 · 13% 100-150 m 16 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Tinto 1 1960 4 1970 17 1980 13 1990 31 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Tinto. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 5 · 71% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 14% Abastecimento urbano 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 6 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Rio Tinto

Rio Tinto tem 24.581 habitantes distribuídos em 465,2 km², o que dá 52,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mamanguape - Rio Tinto, na região intermediária de João Pessoa.

No Censo 2022, 1.898 dos 8.204 domicílios de Rio Tinto — 23,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.617 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.300 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Tinto

Com base em 357 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Tinto - PB, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 123 m, com profundidade mediana de 53 m. A vazão mediana calculada é de 8,5 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 30,2 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Tinto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 357 poços no raio, contra 83 poços dentro do município.

53 mprofundidade mediana
8,5 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
12,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Tinto: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta357 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Tinto costumam descer

  • até 50 m 48%140
  • 50 a 100 m 30%87
  • 100 a 150 m 15%45
  • acima de 150 m 7%19

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Barreiras 6 · Corpo Cristalino 2 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m5 poços Grupo Barreiras 4 · Grupo Seridó 1
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 2 · Dunas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Tinto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Tinto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.