Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Belém - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Belém, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 1.596poços cadastrados
  • 54,7 mprofundidade média
  • 30 mprofundidade mediana
  • 7,9 mnível estático médio

Como são os poços em Belém - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 1.596 poços em Belém - PA. A profundidade média é de 54,7 m e a mediana, 30 m, medida em 1.578 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 134.249 dos 422.975 domicílios do município — 31,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
1.596
Profundidade média
54,7 m
Profundidade mediana
30 m
Nível estático médio
7,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
13 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
1.303.403 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
134.249 (31,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1.596 poços em Belém, com profundidade média de 54,7 m (mediana de 30 m, variando de 6 m a 370 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Belém é 13 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Belém

Poços cadastrados em Belém - PA
Poços no cadastro nacional1.596 poços
Profundidade média54,7 m 1.578 poços com o dado
Profundidade mediana30 m
Faixa de profundidade6 m a 370 m
Nível estático médio7,9 m 1.225 poços com o dado
Nível dinâmico médio14,6 m 1.139 poços com o dado
Vazão específica média17,9 m³/h por metro 963 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 833 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 609 poços
Poços com teste de vazão1.596 de 1.596
Distribuição das profundidades em Belém 6 m mínimo 30 m mediana 370 m máximo
Metade dos poços fica entre 18 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Belém por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1.199 · 76% 50-100 m 181 · 11% 100-150 m 69 · 4% 150-200 m 14 · 1% acima de 200 m 115 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Belém 6 1960 96 1970 193 1980 455 1990 116 2000 609 2010 78 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Belém. Valores em poços. Abastecimento doméstico 833 · 58% Abastecimento industrial 184 · 13% Abastecimento urbano 159 · 11% Abastecimento múltiplo 136 · 9% Outros (lazer,etc.) 110 · 8% Sem uso 11 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1.074 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 1.015 poços
  • Formação Pirabas — 150 poços
  • Holoceno — 35 poços
  • Aluviões — 22 poços
  • Quaternário — 15 poços
  • Triássico-Cretáceo — 6 poços

O território e o subsolo de Belém

Belém tem 1.303.403 habitantes distribuídos em 1.059,5 km², o que dá 1.230,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belém.

No Censo 2022, 134.249 dos 422.975 domicílios de Belém — 31,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 127.299 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 100.249 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Belém?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Belém.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.