Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Trairão - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Trairão, Pará.

  • aquífero fissural
  • suíte intrusiva maloquinha
  • 23poços cadastrados
  • 85,8 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 26,9 mnível estático médio

Como são os poços em Trairão - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Trairão - PA. A profundidade média é de 85,8 m e a mediana, 70 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Suíte Intrusiva Maloquinha. No Censo 2022, 3.719 dos 4.688 domicílios do município — 79,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
85,8 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
26,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Suíte Intrusiva Maloquinha
Ante a média do estado
18,1 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
15.242 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.719 (79,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Trairão, com profundidade média de 85,8 m (mediana de 70 m, variando de 10 m a 182 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Suíte Intrusiva Maloquinha, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Trairão é 18,1 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Trairão

Poços cadastrados em Trairão - PA
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média85,8 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade10 m a 182 m
Nível estático médio26,9 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,3 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSuíte Intrusiva Maloquinha 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 11 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Trairão 10 m mínimo 70 m mediana 182 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 146 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Trairão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 32% 50-100 m 5 · 26% 100-150 m 6 · 32% 150-200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Trairão 1 1990 4 2000 11 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Trairão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 38% Abastecimento industrial 4 · 25% Abastecimento múltiplo 3 · 19% Abastecimento urbano 3 · 19%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Suíte Intrusiva Maloquinha — 8 poços
  • Formação Alter do Chão — 2 poços
  • Grupo Iriri — 1 poço
  • Suíte intrusiva Parauari — 1 poço
  • Formação Salustiano — 1 poço
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço

O território e o subsolo de Trairão

Trairão tem 15.242 habitantes distribuídos em 11.991,1 km², o que dá 1,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaituba, na região intermediária de Santarém.

No Censo 2022, 3.719 dos 4.688 domicílios de Trairão — 79,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 324 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.865 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Trairão

Com base em 18 poços cadastrados num raio de 30 km de Trairão - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 150 m, com profundidade mediana de 65 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 23,5 m³/h), sobre 5 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Trairão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 18 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

65 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
0,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 5 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Trairão: 12/100

12 de 100

Confiança: amostra baixa18 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 4peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 0peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 76peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 0peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Trairão costumam descer

  • até 50 m 36%5
  • 50 a 100 m 29%4
  • 100 a 150 m 29%4
  • acima de 150 m 7%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Suíte intrusiva Parauari 1 · Suíte Intrusiva Maloquinha 1 · Grupo Iriri 1
  • 50 a 100 m3 poços Suíte Intrusiva Maloquinha 3
  • 100 a 150 m4 poços Suíte Intrusiva Maloquinha 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Trairão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Trairão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.