Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tomé-Açu - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tomé-Açu, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação ipixuna
  • 144poços cadastrados
  • 59,6 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 13,6 mnível estático médio

Como são os poços em Tomé-Açu - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 144 poços em Tomé-Açu - PA. A profundidade média é de 59,6 m e a mediana, 60 m, medida em 132 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Ipixuna. No Censo 2022, 5.333 dos 19.818 domicílios do município — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
144
Profundidade média
59,6 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
13,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Ipixuna
Ante a média do estado
8,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
67.585 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.333 (26,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 144 poços em Tomé-Açu, com profundidade média de 59,6 m (mediana de 60 m, variando de 8 m a 246 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Ipixuna, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tomé-Açu é 8,1 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Tomé-Açu

Poços cadastrados em Tomé-Açu - PA
Poços no cadastro nacional144 poços
Profundidade média59,6 m 132 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade8 m a 246 m
Nível estático médio13,6 m 103 poços com o dado
Nível dinâmico médio19,4 m 110 poços com o dado
Vazão específica média4,9 m³/h por metro 93 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 99% dos registros
Rocha predominanteFormação Ipixuna 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 33 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 62 poços
Poços com teste de vazão144 de 144
Distribuição das profundidades em Tomé-Açu 8 m mínimo 60 m mediana 246 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 75 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tomé-Açu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 58 · 44% 50-100 m 63 · 48% 100-150 m 9 · 7% 150-200 m 1 · 1% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tomé-Açu 13 1980 12 1990 31 2000 62 2010 14 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tomé-Açu. Valores em poços. Abastecimento urbano 33 · 31% Abastecimento múltiplo 19 · 18% Abastecimento industrial 18 · 17% Abastecimento doméstico 18 · 17% Abastecimento doméstico/animal 11 · 10% Abastecimento doméstico/irrig. 8 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 88 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Ipixuna — 54 poços
  • Grupo Barreiras — 34 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 2 poços
  • Formação Itapecuru — 1 poço
  • Depósitos Detríticos e/ou Lateríticos — 1 poço

O território e o subsolo de Tomé-Açu

Tomé-Açu tem 67.585 habitantes distribuídos em 5.145,4 km², o que dá 13,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belém.

No Censo 2022, 5.333 dos 19.818 domicílios de Tomé-Açu — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.345 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.961 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tomé-Açu

Com base em 116 poços cadastrados num raio de 30 km de Tomé-Açu - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 81 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tomé-Açu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 116 poços no raio, contra 144 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
4,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tomé-Açu: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta116 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tomé-Açu costumam descer

  • até 50 m 43%45
  • 50 a 100 m 51%54
  • 100 a 150 m 4%4
  • acima de 150 m 2%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Ipixuna 20,0 m³/h 60 m 3623 com teste
Grupo Barreiras 8,0 m³/h 40 m 3212 com teste
Quaternário 6,2 m³/h 60 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m35 poços Grupo Barreiras 21 · Formação Ipixuna 13 · Quaternário 1
  • 50 a 100 m34 poços Formação Ipixuna 19 · Grupo Barreiras 10 · Quaternário 2
  • 100 a 150 m3 poços Formação Ipixuna 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tomé-Açu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tomé-Açu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.