Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Curionópolis - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Curionópolis, Pará.

  • aquífero fissural
  • complexo xingu
  • 86poços cadastrados
  • 119 mprofundidade média
  • 117 mprofundidade mediana
  • 18,4 mnível estático médio

Como são os poços em Curionópolis - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 86 poços em Curionópolis - PA. A profundidade média é de 119 m e a mediana, 117 m, medida em 82 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Xingu. No Censo 2022, 1.968 dos 6.416 domicílios do município — 30,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
86
Profundidade média
119 m
Profundidade mediana
117 m
Nível estático médio
18,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Xingu
Ante a média do estado
51,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
19.950 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.968 (30,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 86 poços em Curionópolis, com profundidade média de 119 m (mediana de 117 m, variando de 12 m a 335 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Xingu, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Curionópolis é 51,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Curionópolis

Poços cadastrados em Curionópolis - PA
Poços no cadastro nacional86 poços
Profundidade média119 m 82 poços com o dado
Profundidade mediana117 m
Faixa de profundidade12 m a 335 m
Nível estático médio18,4 m 63 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,1 m 68 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 63 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteComplexo Xingu 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 36 poços
Poços com teste de vazão86 de 86
Distribuição das profundidades em Curionópolis 12 m mínimo 117 m mediana 335 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Curionópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 15 · 18% 50-100 m 17 · 21% 100-150 m 34 · 41% 150-200 m 12 · 15% acima de 200 m 4 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Curionópolis 9 1980 17 1990 14 2000 36 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Curionópolis. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 27% Abastecimento urbano 18 · 23% Abastecimento industrial 15 · 19% Outros (lazer,etc.) 13 · 16% Abastecimento múltiplo 9 · 11% Abastecimento doméstico/animal 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 36 poços
  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Xingu — 29 poços
  • Holoceno — 7 poços
  • Grupo Rio Novo — 5 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Formação Couto Magalhaes — 1 poço
  • Formação Carajás — 1 poço

O território e o subsolo de Curionópolis

Curionópolis tem 19.950 habitantes distribuídos em 2.369,1 km², o que dá 8,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Parauapebas, na região intermediária de Marabá.

No Censo 2022, 1.968 dos 6.416 domicílios de Curionópolis — 30,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.095 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.558 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Curionópolis

Com base em 281 poços cadastrados num raio de 30 km de Curionópolis - PA, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 180 m, com profundidade mediana de 107 m. A vazão mediana calculada é de 7,6 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 15,6 m³/h), sobre 189 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Curionópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 281 poços no raio, contra 86 poços dentro do município.

107 mprofundidade mediana
7,6 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
9,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 189 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Curionópolis: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta281 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 53peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 16peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Curionópolis costumam descer

  • até 50 m 19%52
  • 50 a 100 m 27%73
  • 100 a 150 m 36%97
  • acima de 150 m 18%48

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Xingu 10,3 m³/h 104 m 7058 com teste
Formação Couto Magalhaes 18,6 m³/h 163 m 1312 com teste
Grupo Sapucaia 18,0 m³/h 113 m 87 com teste
Holoceno 1,2 m³/h 15 m 71 com teste
Aluviões 22,0 m³/h 180 m 73 com teste
Grupo Rio Novo 5,1 m³/h 130 m 54 com teste
Grupo Grão-Pará 7,0 m³/h 104 m 44 com teste
Formação Parauapebas 18,2 m³/h 85 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Complexo Xingu 16 · Holoceno 7 · Formação Couto Magalhaes 2
  • 50 a 100 m29 poços Complexo Xingu 18 · Formação Parauapebas 4 · Grupo Sapucaia 3
  • 100 a 150 m47 poços Complexo Xingu 28 · Grupo Sapucaia 5 · Formação Couto Magalhaes 4
  • acima de 150 m25 poços Complexo Xingu 8 · Formação Couto Magalhaes 7 · Aluviões 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Curionópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Curionópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.