Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Gaúcha do Norte - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Gaúcha do Norte, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • formação ronuro
  • 8poços cadastrados
  • 100,9 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 30,1 mnível estático médio

Como são os poços em Gaúcha do Norte - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Gaúcha do Norte - MT. A profundidade média é de 100,9 m e a mediana, 102 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Ronuro. No Censo 2022, 672 dos 2.683 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
100,9 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
30,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Ronuro
Ante a média do estado
8,9 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
8.642 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
672 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Gaúcha do Norte, com profundidade média de 100,9 m (mediana de 102 m, variando de 43 m a 206 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Ronuro, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Gaúcha do Norte é 8,9 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Gaúcha do Norte

Poços cadastrados em Gaúcha do Norte - MT
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média100,9 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade43 m a 206 m
Nível estático médio30,1 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,5 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Ronuro 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Gaúcha do Norte 43 m mínimo 102 m mediana 206 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Gaúcha do Norte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 13% 50-100 m 3 · 38% 100-150 m 3 · 38% acima de 200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Gaúcha do Norte 1 1990 4 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Gaúcha do Norte. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 57% Abastecimento urbano 2 · 29% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Ronuro — 1 poço
  • Formação Furnas — 1 poço
  • Formação Ponta Grossa — 1 poço

O território e o subsolo de Gaúcha do Norte

Gaúcha do Norte tem 8.642 habitantes distribuídos em 16.908,4 km², o que dá 0,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Água Boa, na região intermediária de Barra do Garças.

No Censo 2022, 672 dos 2.683 domicílios de Gaúcha do Norte — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 640 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 782 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Gaúcha do Norte

Com base em 5 poços cadastrados num raio de 30 km de Gaúcha do Norte - MT, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 102 m, com profundidade mediana de 78 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 49,9 m³/h), sobre 5 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

São poucos poços cadastrados neste entorno (5 poços). Os números abaixo valem como indício da região, não como retrato do subsolo — e a diferença entre dois terrenos vizinhos, em aquífero fissural, pode ser maior que a diferença entre dois municípios.

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Gaúcha do Norte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 5 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

78 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
0,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 5 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Gaúcha do Norte: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra baixa5 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 0peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 6peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 0peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Gaúcha do Norte costumam descer

  • até 50 m 20%1
  • 50 a 100 m 40%2
  • 100 a 150 m 40%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Gaúcha do Norte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Gaúcha do Norte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.