Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guarantã do Norte - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guarantã do Norte, Mato Grosso.

  • aquífero fissural
  • suíte intrusiva matupa
  • 15poços cadastrados
  • 56,3 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 8,7 mnível estático médio

Como são os poços em Guarantã do Norte - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Guarantã do Norte - MT. A profundidade média é de 56,3 m e a mediana, 45 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Suíte Intrusiva Matupa. No Censo 2022, 2.369 dos 10.908 domicílios do município — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
56,3 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
8,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Suíte Intrusiva Matupa
Ante a média do estado
35,7 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
31.024 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.369 (21,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Guarantã do Norte, com profundidade média de 56,3 m (mediana de 45 m, variando de 21 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Suíte Intrusiva Matupa, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guarantã do Norte é 35,7 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Guarantã do Norte

Poços cadastrados em Guarantã do Norte - MT
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média56,3 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade21 m a 100 m
Nível estático médio8,7 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,6 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSuíte Intrusiva Matupa 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Guarantã do Norte 21 m mínimo 45 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 38 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guarantã do Norte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 60% 50-100 m 6 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guarantã do Norte 12 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guarantã do Norte. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 60% Abastecimento industrial 6 · 40%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Suíte Intrusiva Matupa — 2 poços
  • Formação Gorotire — 1 poço

O território e o subsolo de Guarantã do Norte

Guarantã do Norte tem 31.024 habitantes distribuídos em 4.725,3 km², o que dá 6,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Peixoto de Azevedo - Guarantã do Norte, na região intermediária de Sinop.

No Censo 2022, 2.369 dos 10.908 domicílios de Guarantã do Norte — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.919 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.272 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guarantã do Norte

Com base em 15 poços cadastrados num raio de 30 km de Guarantã do Norte - MT, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 100 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 1,8 m³/h (metade dos poços entre 1,3 m³/h e 4,1 m³/h), sobre 15 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guarantã do Norte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 15 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
1,8 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
0,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 15 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guarantã do Norte: 16/100

16 de 100

Confiança: amostra baixa15 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 7peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 0peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 36peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guarantã do Norte costumam descer

  • até 50 m 60%9
  • 50 a 100 m 40%6
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guarantã do Norte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guarantã do Norte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.