Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tangará da Serra - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tangará da Serra, Mato Grosso.

  • aquífero fissural
  • formação tapirapua
  • 112poços cadastrados
  • 99 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 24,2 mnível estático médio

Como são os poços em Tangará da Serra - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 112 poços em Tangará da Serra - MT. A profundidade média é de 99 m e a mediana, 100 m, medida em 111 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Tapirapua. No Censo 2022, 3.516 dos 38.055 domicílios do município — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
112
Profundidade média
99 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
24,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Tapirapua
Ante a média do estado
7 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
106.434 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.516 (9,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 112 poços em Tangará da Serra, com profundidade média de 99 m (mediana de 100 m, variando de 30 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Tapirapua, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tangará da Serra é 7 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Tangará da Serra

Poços cadastrados em Tangará da Serra - MT
Poços no cadastro nacional112 poços
Profundidade média99 m 111 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade30 m a 200 m
Nível estático médio24,2 m 107 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,9 m 108 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 107 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 79% dos registros
Rocha predominanteFormação Tapirapua 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 85 poços
Poços com teste de vazão112 de 112
Distribuição das profundidades em Tangará da Serra 30 m mínimo 100 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tangará da Serra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 9% 50-100 m 66 · 59% 100-150 m 28 · 25% 150-200 m 7 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tangará da Serra 7 1990 85 2000 19 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tangará da Serra. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 30% Outros (lazer,etc.) 19 · 19% Abastecimento doméstico/animal 18 · 18% Abastecimento industrial 12 · 12% Abastecimento múltiplo 12 · 12% Abastecimento urbano 9 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 66 poços
  • Poroso — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Tapirapua — 79 poços
  • Formação Pantanal — 22 poços
  • Formação Parecis — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
  • Grupo Alto Paraguai — 2 poços
  • Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Tangará da Serra

Tangará da Serra tem 106.434 habitantes distribuídos em 11.636,8 km², o que dá 9,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tangará da Serra, na região intermediária de Cuiabá.

No Censo 2022, 3.516 dos 38.055 domicílios de Tangará da Serra — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.768 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.205 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tangará da Serra

Com base em 99 poços cadastrados num raio de 30 km de Tangará da Serra - MT, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 132 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 94 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tangará da Serra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 99 poços no raio, contra 112 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
3,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 94 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tangará da Serra: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta99 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tangará da Serra costumam descer

  • até 50 m 11%11
  • 50 a 100 m 62%61
  • 100 a 150 m 22%22
  • acima de 150 m 5%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Tapirapua 5,5 m³/h 100 m 5150 com teste
Formação Pantanal 11,0 m³/h 100 m 2018 com teste
Formação Parecis 3,7 m³/h 60 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Tapirapua 5 · Formação Pantanal 1 · Quaternário 1
  • 50 a 100 m55 poços Formação Tapirapua 32 · Formação Pantanal 14 · Formação Parecis 4
  • 100 a 150 m19 poços Formação Tapirapua 10 · Formação Pantanal 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m4 poços Formação Tapirapua 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tangará da Serra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tangará da Serra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.