Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Chapada dos Guimarães - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • formação ponta grossa
  • 27poços cadastrados
  • 107 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 31,2 mnível estático médio

Como são os poços em Chapada dos Guimarães - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 27 poços em Chapada dos Guimarães - MT. A profundidade média é de 107 m e a mediana, 100 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Ponta Grossa. No Censo 2022, 1.145 dos 6.892 domicílios do município — 16,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
27
Profundidade média
107 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
31,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Ponta Grossa
Ante a média do estado
15 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
18.990 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.145 (16,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 27 poços em Chapada dos Guimarães, com profundidade média de 107 m (mediana de 100 m, variando de 38 m a 172 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Ponta Grossa, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Chapada dos Guimarães é 15 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Chapada dos Guimarães

Poços cadastrados em Chapada dos Guimarães - MT
Poços no cadastro nacional27 poços
Profundidade média107 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade38 m a 172 m
Nível estático médio31,2 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,4 m 20 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteFormação Ponta Grossa 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão27 de 27
Distribuição das profundidades em Chapada dos Guimarães 38 m mínimo 100 m mediana 172 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Chapada dos Guimarães por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 8% 50-100 m 12 · 48% 100-150 m 8 · 32% 150-200 m 3 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Chapada dos Guimarães 1 1970 5 1990 14 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Chapada dos Guimarães. Valores em poços. Abastecimento doméstico 11 · 44% Sem uso 5 · 20% Abastecimento industrial 4 · 16% Abastecimento doméstico/animal 4 · 16% Abastecimento urbano 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Ponta Grossa — 6 poços
  • Formação Furnas — 3 poços
  • Grupo Cuiabá — 3 poços
  • Formação Cachoeirinha — 2 poços
  • Formação Pantanal — 1 poço

O território e o subsolo de Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães tem 18.990 habitantes distribuídos em 6.603,3 km², o que dá 2,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cuiabá.

No Censo 2022, 1.145 dos 6.892 domicílios de Chapada dos Guimarães — 16,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.066 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.074 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Chapada dos Guimarães

Com base em 18 poços cadastrados num raio de 30 km de Chapada dos Guimarães - MT, 80% deles foram concluídos entre 65 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,7 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 11,7 m³/h), sobre 11 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Chapada dos Guimarães se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 18 poços no raio, contra 27 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,7 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
0,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 11 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Chapada dos Guimarães: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra baixa18 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 44peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 4peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Chapada dos Guimarães costumam descer

  • até 50 m 6%1
  • 50 a 100 m 50%8
  • 100 a 150 m 38%6
  • acima de 150 m 6%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Formação Ponta Grossa 1 · Formação Furnas 1 · Grupo Cuiabá 1
  • 100 a 150 m4 poços Formação Ponta Grossa 3 · Formação Furnas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Chapada dos Guimarães?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Chapada dos Guimarães.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.