Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campos de Júlio - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campos de Júlio, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • formação parecis
  • 26poços cadastrados
  • 95,8 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 46,1 mnível estático médio

Como são os poços em Campos de Júlio - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Campos de Júlio - MT. A profundidade média é de 95,8 m e a mediana, 100 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Parecis. No Censo 2022, 674 dos 2.882 domicílios do município — 23,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
95,8 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
46,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Parecis
Ante a média do estado
3,8 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
8.822 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
674 (23,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Campos de Júlio, com profundidade média de 95,8 m (mediana de 100 m, variando de 41 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Parecis, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campos de Júlio é 3,8 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Campos de Júlio

Poços cadastrados em Campos de Júlio - MT
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média95,8 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade41 m a 150 m
Nível estático médio46,1 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,1 m 23 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Parecis 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Campos de Júlio 41 m mínimo 100 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campos de Júlio por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 20% 50-100 m 11 · 44% 100-150 m 9 · 36%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campos de Júlio 3 1990 20 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campos de Júlio. Valores em poços. Abastecimento doméstico 18 · 75% Abastecimento industrial 2 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 4% Outros (lazer,etc.) 1 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 4% Abastecimento urbano 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Parecis — 8 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 3 poços

O território e o subsolo de Campos de Júlio

Campos de Júlio tem 8.822 habitantes distribuídos em 6.792,8 km², o que dá 1,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pontes e Lacerda - Comodoro, na região intermediária de Cáceres.

No Censo 2022, 674 dos 2.882 domicílios de Campos de Júlio — 23,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 631 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 305 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campos de Júlio

Com base em 21 poços cadastrados num raio de 30 km de Campos de Júlio - MT, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 120 m, com profundidade mediana de 97 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 7,7 m³/h e 10,2 m³/h), sobre 19 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campos de Júlio se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 21 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

97 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
0,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 19 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campos de Júlio: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra média21 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 51peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 100peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campos de Júlio costumam descer

  • até 50 m 24%5
  • 50 a 100 m 52%11
  • 100 a 150 m 24%5
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Parecis 14,2 m³/h 98 m 44 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 10,1 m³/h 116 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campos de Júlio?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campos de Júlio.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.