Mato Grosso · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cláudia - MT: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cláudia, Mato Grosso.

  • aquífero poroso
  • coberturas detrítico-lateríticas
  • 40poços cadastrados
  • 53,6 mprofundidade média
  • 42 mprofundidade mediana
  • 15,6 mnível estático médio

Como são os poços em Cláudia - MT?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Cláudia - MT. A profundidade média é de 53,6 m e a mediana, 42 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Detrítico-Lateríticas. No Censo 2022, 885 dos 3.395 domicílios do município — 26,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
53,6 m
Profundidade mediana
42 m
Nível estático médio
15,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Detrítico-Lateríticas
Ante a média do estado
38,4 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
População (Censo 2022)
9.593 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
885 (26,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Cláudia, com profundidade média de 53,6 m (mediana de 42 m, variando de 19 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Detrítico-Lateríticas, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cláudia é 38,4 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).

Números do cadastro em Cláudia

Poços cadastrados em Cláudia - MT
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média53,6 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana42 m
Faixa de profundidade19 m a 100 m
Nível estático médio15,6 m 38 poços com o dado
Nível dinâmico médio20,7 m 38 poços com o dado
Vazão específica média2,6 m³/h por metro 38 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Detrítico-Lateríticas 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Cláudia 19 m mínimo 42 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 36 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cláudia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 29 · 73% 50-100 m 11 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cláudia 1 1980 5 1990 26 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cláudia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 18 · 56% Abastecimento industrial 7 · 22% Abastecimento urbano 5 · 16% Abastecimento múltiplo 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 3 poços
  • Formação Parecis — 2 poços
  • Formação Ronuro — 2 poços
  • Formação Dardanelos — 2 poços

O território e o subsolo de Cláudia

Cláudia tem 9.593 habitantes distribuídos em 3.843,6 km², o que dá 2,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sinop.

No Censo 2022, 885 dos 3.395 domicílios de Cláudia — 26,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 849 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 862 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cláudia

Com base em 38 poços cadastrados num raio de 30 km de Cláudia - MT, 80% deles foram concluídos entre 31 m e 100 m, com profundidade mediana de 41 m. A vazão mediana calculada é de 2,2 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 6,7 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cláudia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 38 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

41 mprofundidade mediana
2,2 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cláudia: 22/100

22 de 100

Confiança: amostra média38 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 12peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 95peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cláudia costumam descer

  • até 50 m 74%28
  • 50 a 100 m 26%10
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cláudia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cláudia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.