Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Três Lagoas - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação santo anastácio
  • 161poços cadastrados
  • 156,1 mprofundidade média
  • 101 mprofundidade mediana
  • 23,4 mnível estático médio

Como são os poços em Três Lagoas - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 161 poços em Três Lagoas - MS. A profundidade média é de 156,1 m e a mediana, 101 m, medida em 143 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Santo Anastácio. No Censo 2022, 2.749 dos 47.895 domicílios do município — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
161
Profundidade média
156,1 m
Profundidade mediana
101 m
Nível estático médio
23,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Santo Anastácio
Ante a média do estado
13,1 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
132.152 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.749 (5,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 161 poços em Três Lagoas, com profundidade média de 156,1 m (mediana de 101 m, variando de 32 m a 4.582 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Santo Anastácio, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Três Lagoas é 13,1 m mais fundo que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Três Lagoas

Poços cadastrados em Três Lagoas - MS
Poços no cadastro nacional161 poços
Profundidade média156,1 m 143 poços com o dado
Profundidade mediana101 m
Faixa de profundidade32 m a 4.582 m
Nível estático médio23,4 m 136 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,1 m 135 poços com o dado
Vazão específica média3,9 m³/h por metro 128 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Santo Anastácio 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 52 poços
Poços com teste de vazão161 de 161
Distribuição das profundidades em Três Lagoas 32 m mínimo 101 m mediana 4.582 m máximo
Metade dos poços fica entre 85 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Três Lagoas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 7% 50-100 m 59 · 41% 100-150 m 49 · 34% 150-200 m 21 · 15% acima de 200 m 4 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Três Lagoas 2 1960 20 1970 18 1980 19 1990 19 2000 52 2010 13 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Três Lagoas. Valores em poços. Abastecimento urbano 35 · 37% Abastecimento industrial 34 · 36% Outros (lazer,etc.) 10 · 11% Abastecimento doméstico 7 · 7% Irrigação 5 · 5% Pecuária 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 117 poços
  • Fissural — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Santo Anastácio — 50 poços
  • Grupo Caiuá — 23 poços
  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Quaternário — 14 poços
  • Grupo Bauru — 9 poços
  • Aluviões — 6 poços

O território e o subsolo de Três Lagoas

Três Lagoas tem 132.152 habitantes distribuídos em 10.217,1 km², o que dá 12,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Três Lagoas, na região intermediária de Campo Grande.

No Censo 2022, 2.749 dos 47.895 domicílios de Três Lagoas — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.703 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.070 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Três Lagoas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Três Lagoas

Com base em 229 poços cadastrados num raio de 30 km de Três Lagoas - MS, 80% deles foram concluídos entre 69 m e 166 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 45,3 m³/h (metade dos poços entre 11,5 m³/h e 79,2 m³/h), sobre 146 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Três Lagoas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 229 poços no raio, contra 161 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
45,3 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
8,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 146 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Três Lagoas: 73/100

73 de 100

Confiança: amostra alta229 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Três Lagoas costumam descer

  • até 50 m 6%12
  • 50 a 100 m 46%96
  • 100 a 150 m 34%71
  • acima de 150 m 14%30

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,8 m³/h 100 m 5126 com teste
Formação Santo Anastácio 79,7 m³/h 122 m 3332 com teste
Grupo Caiuá 54,5 m³/h 92 m 1918 com teste
Quaternário 54,4 m³/h 86 m 1210 com teste
Aluviões 79,5 m³/h 106 m 66 com teste
Formação Serra Geral 16,0 m³/h 126 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Caiuá 5 · Grupo Bauru 1 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m60 poços Grupo Bauru 32 · Formação Santo Anastácio 10 · Quaternário 7
  • 100 a 150 m39 poços Grupo Bauru 13 · Formação Santo Anastácio 11 · Grupo Caiuá 5
  • acima de 150 m21 poços Formação Santo Anastácio 11 · Grupo Bauru 5 · Grupo Caiuá 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Três Lagoas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Três Lagoas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.