Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vicentina - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vicentina, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 16poços cadastrados
  • 90,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 19,1 mnível estático médio

Como são os poços em Vicentina - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em Vicentina - MS. A profundidade média é de 90,3 m e a mediana, 80 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 560 dos 2.391 domicílios do município — 23,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
90,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
19,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
52,7 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
6.336 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
560 (23,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em Vicentina, com profundidade média de 90,3 m (mediana de 80 m, variando de 58 m a 196 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vicentina é 52,7 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Vicentina

Poços cadastrados em Vicentina - MS
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média90,3 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade58 m a 196 m
Nível estático médio19,1 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,7 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 88% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 75% dos registros
Uso mais comumPecuária 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 7 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em Vicentina 58 m mínimo 80 m mediana 196 m máximo
Metade dos poços fica entre 68 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vicentina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 11 · 69% 100-150 m 4 · 25% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vicentina 1 1980 4 1990 7 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vicentina. Valores em poços. Pecuária 11 · 69% Abastecimento urbano 2 · 13% Outros (lazer,etc.) 2 · 13% Abastecimento doméstico 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Vicentina

Vicentina tem 6.336 habitantes distribuídos em 312,4 km², o que dá 20,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dourados.

No Censo 2022, 560 dos 2.391 domicílios de Vicentina — 23,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 359 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 509 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vicentina

Com base em 177 poços cadastrados num raio de 30 km de Vicentina - MS, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 139 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 6,3 m³/h e 14,3 m³/h), sobre 160 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vicentina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 177 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
9,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
6,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 160 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vicentina: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta177 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vicentina costumam descer

  • até 50 m 4%6
  • 50 a 100 m 76%124
  • 100 a 150 m 15%25
  • acima de 150 m 5%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 31,0 m³/h 82 m 1614 com teste
Grupo Caiuá 19,9 m³/h 120 m 1413 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m15 poços Formação Serra Geral 9 · Grupo Caiuá 5 · Grupo Bauru 1
  • 100 a 150 m14 poços Grupo Caiuá 8 · Formação Serra Geral 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vicentina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vicentina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.