Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Verde de Mato Grosso - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação furnas
  • 39poços cadastrados
  • 127,5 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 25,6 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Verde de Mato Grosso - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 39 poços em Rio Verde de Mato Grosso - MS. A profundidade média é de 127,5 m e a mediana, 140 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Furnas. No Censo 2022, 917 dos 7.312 domicílios do município — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
39
Profundidade média
127,5 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
25,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Furnas
Ante a média do estado
15,5 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
19.818 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
917 (12,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 39 poços em Rio Verde de Mato Grosso, com profundidade média de 127,5 m (mediana de 140 m, variando de 60 m a 184 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Furnas, presente em 74% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Verde de Mato Grosso é 15,5 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Rio Verde de Mato Grosso

Poços cadastrados em Rio Verde de Mato Grosso - MS
Poços no cadastro nacional39 poços
Profundidade média127,5 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade60 m a 184 m
Nível estático médio25,6 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio49 m 36 poços com o dado
Vazão específica média2,6 m³/h por metro 34 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Furnas 74% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão39 de 39
Distribuição das profundidades em Rio Verde de Mato Grosso 60 m mínimo 140 m mediana 184 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Verde de Mato Grosso por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 33% 100-150 m 19 · 53% 150-200 m 5 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Verde de Mato Grosso 3 1960 5 1970 8 1980 4 1990 4 2000 6 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Verde de Mato Grosso. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 25% Pecuária 5 · 25% Abastecimento industrial 5 · 25% Outros (lazer,etc.) 3 · 15% Abastecimento doméstico 2 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 31 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Furnas — 20 poços
  • Formação Ponta Grossa — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Rio Verde de Mato Grosso

Rio Verde de Mato Grosso tem 19.818 habitantes distribuídos em 8.173,9 km², o que dá 2,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Coxim, na região intermediária de Campo Grande.

No Censo 2022, 917 dos 7.312 domicílios de Rio Verde de Mato Grosso — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 884 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 948 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Verde de Mato Grosso

Com base em 38 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Verde de Mato Grosso - MS, 80% deles foram concluídos entre 98 m e 160 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 30,0 m³/h (metade dos poços entre 14,0 m³/h e 48,5 m³/h), sobre 35 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Verde de Mato Grosso se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 38 poços no raio, contra 39 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
30,0 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 35 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Verde de Mato Grosso: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra média38 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Verde de Mato Grosso costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 32%12
  • 100 a 150 m 54%20
  • acima de 150 m 14%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Furnas 42,0 m³/h 150 m 1514 com teste
Formação Ponta Grossa 22,9 m³/h 150 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Formação Furnas 6
  • 100 a 150 m13 poços Formação Furnas 8 · Formação Ponta Grossa 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Ponta Grossa 1 · Formação Furnas 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Verde de Mato Grosso?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Verde de Mato Grosso.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.