Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Corumbá - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Corumbá, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação bocaína
  • 39poços cadastrados
  • 128,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 19,8 mnível estático médio

Como são os poços em Corumbá - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 39 poços em Corumbá - MS. A profundidade média é de 128,2 m e a mediana, 100 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Bocaína. No Censo 2022, 1.671 dos 30.096 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
39
Profundidade média
128,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
19,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Bocaína
Ante a média do estado
14,8 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
96.268 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.671 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 39 poços em Corumbá, com profundidade média de 128,2 m (mediana de 100 m, variando de 39,8 m a 689,4 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Bocaína, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Corumbá é 14,8 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Corumbá

Poços cadastrados em Corumbá - MS
Poços no cadastro nacional39 poços
Profundidade média128,2 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade39,8 m a 689,4 m
Nível estático médio19,8 m 32 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,2 m 32 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 31 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteFormação Bocaína 77% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão39 de 39
Distribuição das profundidades em Corumbá 39,8 m mínimo 100 m mediana 689,4 m máximo
Metade dos poços fica entre 68,8 m e 152,7 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Corumbá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 19 · 54% 100-150 m 6 · 17% 150-200 m 7 · 20% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Corumbá 1 1970 1 1980 8 1990 17 2000 3 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Corumbá. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 8 · 44% Abastecimento doméstico 4 · 22% Abastecimento industrial 4 · 22% Abastecimento urbano 2 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Bocaína — 17 poços
  • Complexo Rio Apa — 2 poços
  • Formação Xaraies — 1 poço
  • Grupo Corumbá — 1 poço
  • Formação Pantanal — 1 poço

O território e o subsolo de Corumbá

Corumbá tem 96.268 habitantes distribuídos em 64.432,5 km², o que dá 1,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Corumbá.

No Censo 2022, 1.671 dos 30.096 domicílios de Corumbá — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.557 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.203 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Corumbá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Corumbá

Com base em 47 poços cadastrados num raio de 30 km de Corumbá - MS, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 182 m, com profundidade mediana de 92 m. A vazão mediana calculada é de 12,4 m³/h (metade dos poços entre 8,6 m³/h e 24,0 m³/h), sobre 38 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Corumbá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 47 poços no raio, contra 39 poços dentro do município.

92 mprofundidade mediana
12,4 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
1,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 38 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Corumbá: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra média47 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 87peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 16peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 54peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Corumbá costumam descer

  • até 50 m 5%2
  • 50 a 100 m 60%26
  • 100 a 150 m 16%7
  • acima de 150 m 19%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Bocaína 13,8 m³/h 95 m 1313 com teste
Grupo Jacadigo 12,0 m³/h 61 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m18 poços Formação Bocaína 8 · Grupo Jacadigo 4 · Formação Xaraies 2
  • acima de 150 m4 poços Formação Bocaína 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Corumbá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Corumbá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.