Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Antônio João - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Antônio João, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 20poços cadastrados
  • 145,1 mprofundidade média
  • 146 mprofundidade mediana
  • 8,8 mnível estático médio

Como são os poços em Antônio João - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 20 poços em Antônio João - MS. A profundidade média é de 145,1 m e a mediana, 146 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 439 dos 3.176 domicílios do município — 13,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
20
Profundidade média
145,1 m
Profundidade mediana
146 m
Nível estático médio
8,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
9.303 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
439 (13,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 20 poços em Antônio João, com profundidade média de 145,1 m (mediana de 146 m, variando de 90 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Antônio João é praticamente igual à média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Antônio João

Poços cadastrados em Antônio João - MS
Poços no cadastro nacional20 poços
Profundidade média145,1 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana146 m
Faixa de profundidade90 m a 204 m
Nível estático médio8,8 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,4 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 10 poços
Poços com teste de vazão20 de 20
Distribuição das profundidades em Antônio João 90 m mínimo 146 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Antônio João por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 6% 100-150 m 14 · 78% 150-200 m 1 · 6% acima de 200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Antônio João 10 1970 2 1980 1 1990 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Antônio João. Valores em poços. Abastecimento urbano 7 · 64% Outros (lazer,etc.) 4 · 36%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 13 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Antônio João

Antônio João tem 9.303 habitantes distribuídos em 1.142,9 km², o que dá 8,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Porã, na região intermediária de Dourados.

No Censo 2022, 439 dos 3.176 domicílios de Antônio João — 13,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 381 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 627 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Antônio João

Com base em 22 poços cadastrados num raio de 30 km de Antônio João - MS, 80% deles foram concluídos entre 120 m e 189 m, com profundidade mediana de 146 m. A vazão mediana calculada é de 28,4 m³/h (metade dos poços entre 21,5 m³/h e 44,2 m³/h), sobre 16 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Antônio João se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 22 poços no raio, contra 20 poços dentro do município.

146 mprofundidade mediana
28,4 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
0,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 16 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Antônio João: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra média22 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 93peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Antônio João costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 5%1
  • 100 a 150 m 74%14
  • acima de 150 m 21%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 28,8 m³/h 146 m 97 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 36,5 m³/h 148 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Antônio João?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Antônio João.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.