Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Visconde do Rio Branco - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Visconde do Rio Branco, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo mantiqueira
  • 15poços cadastrados
  • 129,3 mprofundidade média
  • 144 mprofundidade mediana
  • 9 mnível estático médio

Como são os poços em Visconde do Rio Branco - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Visconde do Rio Branco - MG. A profundidade média é de 129,3 m e a mediana, 144 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Mantiqueira. No Censo 2022, 1.486 dos 14.770 domicílios do município — 10,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
129,3 m
Profundidade mediana
144 m
Nível estático médio
9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Mantiqueira
Ante a média do estado
32,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
39.160 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.486 (10,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Visconde do Rio Branco, com profundidade média de 129,3 m (mediana de 144 m, variando de 80 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Mantiqueira, presente em 42% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Visconde do Rio Branco é 32,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Visconde do Rio Branco

Poços cadastrados em Visconde do Rio Branco - MG
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média129,3 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana144 m
Faixa de profundidade80 m a 200 m
Nível estático médio9 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,1 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Mantiqueira 42% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 11 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Visconde do Rio Branco 80 m mínimo 144 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Visconde do Rio Branco por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 27% 100-150 m 10 · 67% 150-200 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Visconde do Rio Branco 3 1990 1 2000 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Visconde do Rio Branco. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 2 · 67% Irrigação 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Mantiqueira — 5 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 4 poços
  • Proterozoico Inferior — 3 poços

O território e o subsolo de Visconde do Rio Branco

Visconde do Rio Branco tem 39.160 habitantes distribuídos em 243,4 km², o que dá 160,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ubá, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 1.486 dos 14.770 domicílios de Visconde do Rio Branco — 10,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.057 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.667 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Visconde do Rio Branco

Com base em 136 poços cadastrados num raio de 30 km de Visconde do Rio Branco - MG, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 150 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 15,4 m³/h (metade dos poços entre 7,6 m³/h e 25,2 m³/h), sobre 79 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Visconde do Rio Branco se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 136 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
15,4 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
4,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 79 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Visconde do Rio Branco: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta136 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Visconde do Rio Branco costumam descer

  • até 50 m 6%7
  • 50 a 100 m 32%40
  • 100 a 150 m 55%69
  • acima de 150 m 7%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Juiz de Fora 18,0 m³/h 144 m 4333 com teste
Proterozoico Inferior 15,1 m³/h 120 m 3719 com teste
Complexo Mantiqueira 21,6 m³/h 144 m 75 com teste
Complexo Paraíba do Sul 30,0 m³/h 108 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m28 poços Complexo Juiz de Fora 16 · Proterozoico Inferior 10 · Complexo Paraíba do Sul 2
  • 100 a 150 m57 poços Proterozoico Inferior 26 · Complexo Juiz de Fora 24 · Complexo Mantiqueira 5
  • acima de 150 m6 poços Complexo Juiz de Fora 3 · Complexo Mantiqueira 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Visconde do Rio Branco?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Visconde do Rio Branco.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.