Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Virgem da Lapa - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Virgem da Lapa, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 58poços cadastrados
  • 91 mprofundidade média
  • 86 mprofundidade mediana
  • 9,9 mnível estático médio

Como são os poços em Virgem da Lapa - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 58 poços em Virgem da Lapa - MG. A profundidade média é de 91 m e a mediana, 86 m, medida em 52 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 136 dos 4.327 domicílios do município — 3,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
58
Profundidade média
91 m
Profundidade mediana
86 m
Nível estático médio
9,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
5,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
11.804 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
136 (3,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 58 poços em Virgem da Lapa, com profundidade média de 91 m (mediana de 86 m, variando de 52 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Virgem da Lapa é 5,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Virgem da Lapa

Poços cadastrados em Virgem da Lapa - MG
Poços no cadastro nacional58 poços
Profundidade média91 m 52 poços com o dado
Profundidade mediana86 m
Faixa de profundidade52 m a 198 m
Nível estático médio9,9 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,5 m 33 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 20 poços
Poços com teste de vazão58 de 58
Distribuição das profundidades em Virgem da Lapa 52 m mínimo 86 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 105 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Virgem da Lapa por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 38 · 73% 100-150 m 13 · 25% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Virgem da Lapa 2 1950 6 1970 12 1980 20 1990 12 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Virgem da Lapa. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 53% Abastecimento doméstico/animal 4 · 24% Abastecimento múltiplo 2 · 12% Doméstico/irrigação/animal 1 · 6% Pecuária 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 52 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 42 poços
  • Supergrupo Espinhaço — 4 poços
  • Proterozoico Superior — 4 poços
  • Formação Salinas — 2 poços

O território e o subsolo de Virgem da Lapa

Virgem da Lapa tem 11.804 habitantes distribuídos em 868,9 km², o que dá 13,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araçuaí, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 136 dos 4.327 domicílios de Virgem da Lapa — 3,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 132 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 837 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Virgem da Lapa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Virgem da Lapa

Com base em 255 poços cadastrados num raio de 30 km de Virgem da Lapa - MG, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 150 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 11,1 m³/h), sobre 124 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Virgem da Lapa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 255 poços no raio, contra 58 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
9,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 124 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Virgem da Lapa: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta255 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Virgem da Lapa costumam descer

  • até 50 m 6%13
  • 50 a 100 m 67%148
  • 100 a 150 m 23%50
  • acima de 150 m 5%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 6,0 m³/h 80 m 16795 com teste
Proterozoico Superior 3,5 m³/h 84 m 219 com teste
Formação Salinas 3,7 m³/h 103 m 1711 com teste
Supergrupo Espinhaço 5,4 m³/h 71 m 43 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas sem teste 150 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Grupo Macaúbas 11 · Formação Salinas 1 · Proterozoico Inferior 1
  • 50 a 100 m146 poços Grupo Macaúbas 118 · Proterozoico Superior 14 · Formação Salinas 7
  • 100 a 150 m50 poços Grupo Macaúbas 34 · Proterozoico Superior 7 · Formação Salinas 5
  • acima de 150 m9 poços Grupo Macaúbas 4 · Formação Salinas 4 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Virgem da Lapa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Virgem da Lapa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.