Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Belo Horizonte - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Belo Horizonte, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • Atendemos esta cidade
  • 254poços cadastrados
  • 90,6 mprofundidade média
  • 81 mprofundidade mediana
  • 13 mnível estático médio

Como são os poços em Belo Horizonte - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 254 poços em Belo Horizonte - MG. A profundidade média é de 90,6 m e a mediana, 81 m, medida em 204 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 2.127 dos 889.584 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
254
Profundidade média
90,6 m
Profundidade mediana
81 m
Nível estático médio
13 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
6,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.315.560 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.127 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 254 poços em Belo Horizonte, com profundidade média de 90,6 m (mediana de 81 m, variando de 19 m a 258 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Belo Horizonte é 6,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Belo Horizonte

Poços cadastrados em Belo Horizonte - MG
Poços no cadastro nacional254 poços
Profundidade média90,6 m 204 poços com o dado
Profundidade mediana81 m
Faixa de profundidade19 m a 258 m
Nível estático médio13 m 145 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,5 m 150 poços com o dado
Vazão específica média3,3 m³/h por metro 141 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 88% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 43 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 54 poços
Poços com teste de vazão254 de 254
Distribuição das profundidades em Belo Horizonte 19 m mínimo 81 m mediana 258 m máximo
Metade dos poços fica entre 63 m e 104 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Belo Horizonte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 7% 50-100 m 128 · 63% 100-150 m 47 · 23% 150-200 m 12 · 6% acima de 200 m 3 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Belo Horizonte 1 1950 15 1960 54 1970 17 1980 52 1990 24 2000 38 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Belo Horizonte. Valores em poços. Abastecimento doméstico 43 · 31% Abastecimento industrial 24 · 18% Outros (lazer,etc.) 23 · 17% Irrigação 17 · 12% Abastecimento múltiplo 17 · 12% Abastecimento doméstico/irrig. 13 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 117 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 147 poços
  • Formação Gandarela — 16 poços
  • Supergrupo Minas — 1 poço
  • Formação Caue — 1 poço
  • Grupo Sabará — 1 poço
  • Complexo Bonfim — 1 poço

O território e o subsolo de Belo Horizonte

Belo Horizonte tem 2.315.560 habitantes distribuídos em 331,4 km², o que dá 6.988,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 2.127 dos 889.584 domicílios de Belo Horizonte — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.994 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.400 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Belo Horizonte, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Belo Horizonte

Com base em 1.366 poços cadastrados num raio de 30 km de Belo Horizonte - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,6 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 755 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Belo Horizonte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.366 poços no raio, contra 254 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,6 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
48,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 755 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Belo Horizonte: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta1.366 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 35peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Belo Horizonte costumam descer

  • até 50 m 8%86
  • 50 a 100 m 55%582
  • 100 a 150 m 28%299
  • acima de 150 m 9%96

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 7,5 m³/h 81 m 347217 com teste
Grupo Nova Lima 5,7 m³/h 100 m 5726 com teste
Formação Sete Lagoas 76,7 m³/h 80 m 3526 com teste
Formação Gandarela 15,0 m³/h 110 m 2723 com teste
Grupo Caraca 55,0 m³/h 160 m 2415 com teste
Formação Caue 18,4 m³/h 140 m 2316 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,0 m³/h 70 m 2317 com teste
Proterozoico Superior 57,6 m³/h 87 m 2319 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m62 poços Complexo Belo Horizonte 33 · Grupo Nova Lima 8 · Formação Sete Lagoas 5
  • 50 a 100 m368 poços Complexo Belo Horizonte 216 · Grupo Nova Lima 24 · Formação Sete Lagoas 22
  • 100 a 150 m154 poços Complexo Belo Horizonte 75 · Grupo Nova Lima 18 · Formação Gandarela 13
  • acima de 150 m65 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Grupo Caraca 14 · Formação Caue 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Belo Horizonte?

Esta página é de dados públicos, mas Belo Horizonte está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 100 km daqui.

Ver serviços em Belo Horizonte

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.