Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio do Retiro - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio do Retiro, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 6poços cadastrados
  • 91,3 mprofundidade média
  • 89,6 mprofundidade mediana
  • 2,5 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio do Retiro - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Santo Antônio do Retiro - MG. A profundidade média é de 91,3 m e a mediana, 89,6 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 130 dos 2.202 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
91,3 m
Profundidade mediana
89,6 m
Nível estático médio
2,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
5,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.629 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
130 (5,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Santo Antônio do Retiro, com profundidade média de 91,3 m (mediana de 89,6 m, variando de 72 m a 129 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio do Retiro é 5,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santo Antônio do Retiro

Poços cadastrados em Santo Antônio do Retiro - MG
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média91,3 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana89,6 m
Faixa de profundidade72 m a 129 m
Nível estático médio2,5 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,8 m 3 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 83% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Santo Antônio do Retiro 72 m mínimo 89,6 m mediana 129 m máximo
Metade dos poços fica entre 73 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio do Retiro por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 67% 100-150 m 2 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio do Retiro 1 1980 5 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio do Retiro. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 4 poços
  • Supergrupo Espinhaço — 1 poço
  • Complexo Gavião — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Antônio do Retiro

Santo Antônio do Retiro tem 6.629 habitantes distribuídos em 796,3 km², o que dá 8,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Espinosa, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 130 dos 2.202 domicílios de Santo Antônio do Retiro — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 82 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 778 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santo Antônio do Retiro, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio do Retiro

Com base em 81 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio do Retiro - MG, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 2,8 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 5,6 m³/h), sobre 46 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio do Retiro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 81 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
2,8 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 46 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio do Retiro: 23/100

23 de 100

Confiança: amostra alta81 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 15peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 12peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio do Retiro costumam descer

  • até 50 m 5%4
  • 50 a 100 m 49%39
  • 100 a 150 m 44%35
  • acima de 150 m 3%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Gavião 2,2 m³/h 94 m 1812 com teste
Grupo Macaúbas 4,3 m³/h 101 m 1611 com teste
Complexo Porteirinha 2,9 m³/h 120 m 157 com teste
Formação Nova Aurora 2,2 m³/h 100 m 107 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 2,4 m³/h 66 m 104 com teste
Arqueano 3,8 m³/h 150 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 3
  • 50 a 100 m38 poços Complexo Gavião 13 · Grupo Macaúbas 8 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 6
  • 100 a 150 m35 poços Complexo Porteirinha 12 · Grupo Macaúbas 7 · Formação Nova Aurora 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio do Retiro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio do Retiro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.