Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Uberlândia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Uberlândia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo bauru
  • 208poços cadastrados
  • 105,3 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 34,5 mnível estático médio

Como são os poços em Uberlândia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 208 poços em Uberlândia - MG. A profundidade média é de 105,3 m e a mediana, 102 m, medida em 160 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 3.162 dos 268.012 domicílios do município — 1,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
208
Profundidade média
105,3 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
34,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
8,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
713.224 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.162 (1,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 208 poços em Uberlândia, com profundidade média de 105,3 m (mediana de 102 m, variando de 19 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Uberlândia é 8,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Uberlândia

Poços cadastrados em Uberlândia - MG
Poços no cadastro nacional208 poços
Profundidade média105,3 m 160 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade19 m a 240 m
Nível estático médio34,5 m 121 poços com o dado
Nível dinâmico médio60 m 119 poços com o dado
Vazão específica média2,7 m³/h por metro 98 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 72 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 79 poços
Poços com teste de vazão208 de 208
Distribuição das profundidades em Uberlândia 19 m mínimo 102 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Uberlândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 10% 50-100 m 59 · 37% 100-150 m 66 · 41% 150-200 m 16 · 10% acima de 200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Uberlândia 1 1960 6 1980 4 1990 21 2000 79 2010 49 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Uberlândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 72 · 37% Outros (lazer,etc.) 51 · 26% Pecuária 36 · 18% Abastecimento industrial 18 · 9% Irrigação 11 · 6% Abastecimento doméstico/animal 8 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 5 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Formação Marília — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Uberlândia

Uberlândia tem 713.224 habitantes distribuídos em 4.115,2 km², o que dá 173,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberlândia.

No Censo 2022, 3.162 dos 268.012 domicílios de Uberlândia — 1,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.659 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.770 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Uberlândia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Uberlândia

Com base em 177 poços cadastrados num raio de 30 km de Uberlândia - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 152 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 16,7 m³/h), sobre 83 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Uberlândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 177 poços no raio, contra 208 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
6,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 83 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Uberlândia: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta177 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Uberlândia costumam descer

  • até 50 m 8%11
  • 50 a 100 m 38%51
  • 100 a 150 m 42%57
  • acima de 150 m 12%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Vale do Rio do Peixe 28,8 m³/h 104 m 43 com teste
Grupo Bauru 2,9 m³/h 102 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m4 poços Formação Vale do Rio do Peixe 2 · Formação Marília 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m5 poços Formação Vale do Rio do Peixe 2 · Grupo Bauru 1 · Formação Marília 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Uberlândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Uberlândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.