Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Brasília de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brasília de Minas, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- formação serra de santa helena
- 160poços cadastrados
- 97,8 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 12,4 mnível estático médio
Como são os poços em Brasília de Minas - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 160 poços em Brasília de Minas - MG. A profundidade média é de 97,8 m e a mediana, 100 m, medida em 132 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra de Santa Helena. No Censo 2022, 3.693 dos 10.748 domicílios do município — 34,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 160
- Profundidade média
- 97,8 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 12,4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra de Santa Helena
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 32.025 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 3.693 (34,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 160 poços em Brasília de Minas, com profundidade média de 97,8 m (mediana de 100 m, variando de 22 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra de Santa Helena, presente em 49% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Brasília de Minas é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Brasília de Minas
| Poços no cadastro nacional | 160 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 97,8 m 132 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 22 m a 198 m |
| Nível estático médio | 12,4 m 74 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 40,5 m 65 poços com o dado |
| Vazão específica média | 102,5 m³/h por metro 63 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 79% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra de Santa Helena 49% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico/animal 32 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 56 poços |
| Poços com teste de vazão | 160 de 160 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 95 poços
- Carstico — 25 poços
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra de Santa Helena — 61 poços
- Grupo Bambuí — 23 poços
- Subgrupo Paraopeba — 22 poços
- Formação Três Marias — 11 poços
- Coluvião — 4 poços
- Formação Lagoa do Jacare — 4 poços
O território e o subsolo de Brasília de Minas
Brasília de Minas tem 32.025 habitantes distribuídos em 1.399,5 km², o que dá 22,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.
No Censo 2022, 3.693 dos 10.748 domicílios de Brasília de Minas — 34,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.630 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.166 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Brasília de Minas
Com base em 341 poços cadastrados num raio de 30 km de Brasília de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,6 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 129 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brasília de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 341 poços no raio, contra 160 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 129 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Brasília de Minas: 65/100
Confiança: amostra alta341 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Brasília de Minas costumam descer
- até 50 m 2%6
- 50 a 100 m 52%148
- 100 a 150 m 42%120
- acima de 150 m 4%10
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Serra de Santa Helena | 9,8 m³/h | 100 m | 12051 com teste |
| Formação Lagoa do Jacare | 9,9 m³/h | 90 m | 4424 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 6,9 m³/h | 101 m | 339 com teste |
| Grupo Bambuí | 11,6 m³/h | 112 m | 2610 com teste |
| Formação Três Marias | 8,8 m³/h | 100 m | 136 com teste |
| Formacao Urucuia | 11,3 m³/h | 114 m | 106 com teste |
| Eluvião | 7,4 m³/h | 73 m | 88 com teste |
| Coluvião | 9,5 m³/h | 88 m | 74 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m6 poços Formação Serra de Santa Helena 4 · Subgrupo Paraopeba 1 · Formação Lagoa do Jacare 1
- 50 a 100 m139 poços Formação Serra de Santa Helena 59 · Formação Lagoa do Jacare 26 · Subgrupo Paraopeba 15
- 100 a 150 m117 poços Formação Serra de Santa Helena 53 · Formação Lagoa do Jacare 17 · Subgrupo Paraopeba 15
- acima de 150 m10 poços Formação Serra de Santa Helena 4 · Subgrupo Paraopeba 2 · Grupo Bambuí 2
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Brasília de Minas?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brasília de Minas.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Brasília de Minas
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Minas Gerais com profundidade parecida
Próximos na lista de Minas Gerais
Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.