Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Água Boa - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Água Boa, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo mantiqueira
  • 26poços cadastrados
  • 105 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 8 mnível estático médio

Como são os poços em Água Boa - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Água Boa - MG. A profundidade média é de 105 m e a mediana, 108 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Mantiqueira. No Censo 2022, 1.551 dos 4.467 domicílios do município — 34,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
105 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Mantiqueira
Ante a média do estado
8,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
12.589 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.551 (34,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Água Boa, com profundidade média de 105 m (mediana de 108 m, variando de 60 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Mantiqueira, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Água Boa é 8,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Água Boa

Poços cadastrados em Água Boa - MG
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média105 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade60 m a 150 m
Nível estático médio8 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio45 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Mantiqueira 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Água Boa 60 m mínimo 108 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Água Boa por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 48% 100-150 m 13 · 52%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Água Boa 5 1970 3 1980 3 1990 8 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Água Boa. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 50% Abastecimento doméstico 2 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Mantiqueira — 10 poços
  • Complexo Guanhães — 4 poços
  • Supergrupo Espinhaço — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Grupo Itabira — 1 poço

O território e o subsolo de Água Boa

Água Boa tem 12.589 habitantes distribuídos em 1.320,3 km², o que dá 9,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Capelinha, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 1.551 dos 4.467 domicílios de Água Boa — 34,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 872 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.985 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Água Boa

Com base em 119 poços cadastrados num raio de 30 km de Água Boa - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 161 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 61 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Água Boa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 119 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
4,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 61 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Água Boa: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta119 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Água Boa costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 48%51
  • 100 a 150 m 38%40
  • acima de 150 m 13%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itabira 2,8 m³/h 91 m 3720 com teste
Complexo Guanhães 20,1 m³/h 150 m 2110 com teste
Complexo Mantiqueira 10,8 m³/h 108 m 1713 com teste
Grupo Macaúbas 8,1 m³/h 110 m 63 com teste
Proterozoico Inferior 15,2 m³/h 204 m 41 com teste
Formação Capelinha 1,4 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m45 poços Grupo Itabira 30 · Complexo Mantiqueira 7 · Grupo Macaúbas 3
  • 100 a 150 m36 poços Complexo Guanhães 15 · Complexo Mantiqueira 10 · Grupo Itabira 7
  • acima de 150 m12 poços Complexo Guanhães 6 · Proterozoico Inferior 4 · Formação Capelinha 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Água Boa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Água Boa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.