Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio do Monte - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio do Monte, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo divinópolis
  • 22poços cadastrados
  • 107,3 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 12,6 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio do Monte - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Santo Antônio do Monte - MG. A profundidade média é de 107,3 m e a mediana, 104 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Divinópolis. No Censo 2022, 862 dos 10.148 domicílios do município — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
107,3 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
12,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Divinópolis
Ante a média do estado
10,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
27.295 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
862 (8,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Santo Antônio do Monte, com profundidade média de 107,3 m (mediana de 104 m, variando de 24 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Divinópolis, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio do Monte é 10,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santo Antônio do Monte

Poços cadastrados em Santo Antônio do Monte - MG
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média107,3 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade24 m a 210 m
Nível estático médio12,6 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,1 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Divinópolis 73% dos registros
Uso mais comumPecuária 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 11 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Santo Antônio do Monte 24 m mínimo 104 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio do Monte por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 24% 50-100 m 5 · 24% 100-150 m 7 · 33% 150-200 m 2 · 10% acima de 200 m 2 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio do Monte 2 1990 3 2000 11 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio do Monte. Valores em poços. Pecuária 7 · 58% Abastecimento doméstico 4 · 33% Abastecimento industrial 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Divinópolis — 8 poços
  • Complexo Barbacena — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Antônio do Monte

Santo Antônio do Monte tem 27.295 habitantes distribuídos em 1.125,8 km², o que dá 24,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Divinópolis.

No Censo 2022, 862 dos 10.148 domicílios de Santo Antônio do Monte — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 551 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 961 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio do Monte

Com base em 66 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio do Monte - MG, 80% deles foram concluídos entre 39 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 14,4 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio do Monte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 66 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
8,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio do Monte: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta66 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 18peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio do Monte costumam descer

  • até 50 m 15%9
  • 50 a 100 m 47%28
  • 100 a 150 m 30%18
  • acima de 150 m 8%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 10,8 m³/h 112 m 167 com teste
Subgrupo Paraopeba 13,0 m³/h 87 m 87 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 9,0 m³/h 120 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m17 poços Subgrupo Paraopeba 6 · Complexo Divinópolis 6 · Grupo Bambuí 1
  • 100 a 150 m10 poços Complexo Divinópolis 6 · Subgrupo Paraopeba 2 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 2
  • acima de 150 m4 poços Complexo Divinópolis 3 · Grupo Bambuí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio do Monte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio do Monte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.