Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Januária - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Januária, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 102poços cadastrados
  • 91,4 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 11,5 mnível estático médio

Como são os poços em Januária - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 102 poços em Januária - MG. A profundidade média é de 91,4 m e a mediana, 70 m, medida em 85 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 3.036 dos 21.452 domicílios do município — 14,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
102
Profundidade média
91,4 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
11,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
5,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
65.150 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.036 (14,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 102 poços em Januária, com profundidade média de 91,4 m (mediana de 70 m, variando de 28 m a 1.524 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Januária é 5,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Januária

Poços cadastrados em Januária - MG
Poços no cadastro nacional102 poços
Profundidade média91,4 m 85 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade28 m a 1.524 m
Nível estático médio11,5 m 55 poços com o dado
Nível dinâmico médio29 m 49 poços com o dado
Vazão específica média14,9 m³/h por metro 47 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 44% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 25 poços
Poços com teste de vazão102 de 102
Distribuição das profundidades em Januária 28 m mínimo 70 m mediana 1.524 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 95 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Januária por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 18 · 21% 50-100 m 51 · 60% 100-150 m 15 · 18% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Januária 12 1900 6 1950 1 1960 12 1970 25 1980 17 1990 12 2000 8 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Januária. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 37% Abastecimento múltiplo 13 · 34% Abastecimento urbano 6 · 16% Outros (lazer,etc.) 3 · 8% Sem uso 1 · 3% Irrigação 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 28 poços
  • Carstico — 18 poços
  • Poroso — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 29 poços
  • Cretáceo — 18 poços
  • Formação Sete Lagoas — 6 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 3 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de Januária

Januária tem 65.150 habitantes distribuídos em 6.661,6 km², o que dá 9,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Januária, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 3.036 dos 21.452 domicílios de Januária — 14,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.758 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.216 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Januária

Com base em 64 poços cadastrados num raio de 30 km de Januária - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 144 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 11,2 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 19,8 m³/h), sobre 33 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (42% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Januária se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 64 poços no raio, contra 102 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
11,2 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 33 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Januária: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta64 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Januária costumam descer

  • até 50 m 16%9
  • 50 a 100 m 52%29
  • 100 a 150 m 30%17
  • acima de 150 m 2%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 12,1 m³/h 64 m 94 com teste
Grupo Bambuí 26,1 m³/h 120 m 96 com teste
Cretáceo 9,8 m³/h 73 m 87 com teste
Complexo Januária 22,5 m³/h 111 m 62 com teste
Formação Sete Lagoas 19,5 m³/h 70 m 53 com teste
Formacao Urucuia 3,7 m³/h 100 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Cretáceo 2 · Grupo Bambuí 1
  • 50 a 100 m24 poços Subgrupo Paraopeba 5 · Cretáceo 5 · Formação Sete Lagoas 5
  • 100 a 150 m15 poços Grupo Bambuí 6 · Complexo Januária 5 · Formacao Urucuia 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Januária?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Januária.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.