Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rubelita - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rubelita, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo macaúbas
  • 79poços cadastrados
  • 83,7 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 8 mnível estático médio

Como são os poços em Rubelita - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 79 poços em Rubelita - MG. A profundidade média é de 83,7 m e a mediana, 80 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macaúbas. No Censo 2022, 241 dos 2.120 domicílios do município — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
79
Profundidade média
83,7 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macaúbas
Ante a média do estado
13,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.679 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
241 (11,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 79 poços em Rubelita, com profundidade média de 83,7 m (mediana de 80 m, variando de 32 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macaúbas, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rubelita é 13,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Rubelita

Poços cadastrados em Rubelita - MG
Poços no cadastro nacional79 poços
Profundidade média83,7 m 57 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade32 m a 150 m
Nível estático médio8 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,6 m 26 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 26 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macaúbas 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 27 poços
Poços com teste de vazão79 de 79
Distribuição das profundidades em Rubelita 32 m mínimo 80 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 58 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rubelita por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 14% 50-100 m 35 · 61% 100-150 m 14 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rubelita 2 1970 13 1980 27 1990 14 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rubelita. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 53% Abastecimento múltiplo 3 · 18% Abastecimento doméstico/animal 3 · 18% Pecuária 1 · 6% Irrigação 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 53 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macaúbas — 28 poços
  • Proterozoico Superior — 17 poços
  • Formação Nova Aurora — 5 poços
  • Formação Salinas — 4 poços
  • Supergrupo Espinhaço — 1 poço
  • Formação Chapada Acauã — 1 poço

O território e o subsolo de Rubelita

Rubelita tem 5.679 habitantes distribuídos em 1.110,3 km², o que dá 5,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salinas, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 241 dos 2.120 domicílios de Rubelita — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 224 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 588 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rubelita

Com base em 201 poços cadastrados num raio de 30 km de Rubelita - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 9,2 m³/h), sobre 65 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rubelita se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 201 poços no raio, contra 79 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
7,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 65 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rubelita: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta201 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rubelita costumam descer

  • até 50 m 11%16
  • 50 a 100 m 60%87
  • 100 a 150 m 28%41
  • acima de 150 m 1%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 2,5 m³/h 76 m 5621 com teste
Proterozoico Superior 4,9 m³/h 90 m 4727 com teste
Formação Salinas 5,0 m³/h 80 m 2710 com teste
Formação Chapada Acauã 7,8 m³/h 85 m 53 com teste
Formação Nova Aurora 4,7 m³/h 68 m 51 com teste
Supergrupo Espinhaço 11,9 m³/h 140 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Grupo Macaúbas 8 · Formação Salinas 4 · Proterozoico Superior 3
  • 50 a 100 m86 poços Grupo Macaúbas 37 · Proterozoico Superior 26 · Formação Salinas 15
  • 100 a 150 m40 poços Proterozoico Superior 18 · Grupo Macaúbas 11 · Formação Salinas 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rubelita?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rubelita.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.