Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rubim - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rubim, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 27poços cadastrados
  • 121,6 mprofundidade média
  • 145 mprofundidade mediana
  • 2,8 mnível estático médio

Como são os poços em Rubim - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 27 poços em Rubim - MG. A profundidade média é de 121,6 m e a mediana, 145 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 118 dos 3.395 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
27
Profundidade média
121,6 m
Profundidade mediana
145 m
Nível estático médio
2,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
24,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.298 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
118 (3,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 27 poços em Rubim, com profundidade média de 121,6 m (mediana de 145 m, variando de 38 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rubim é 24,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Rubim

Poços cadastrados em Rubim - MG
Poços no cadastro nacional27 poços
Profundidade média121,6 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana145 m
Faixa de profundidade38 m a 240 m
Nível estático médio2,8 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,6 m 11 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão27 de 27
Distribuição das profundidades em Rubim 38 m mínimo 145 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rubim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 18% 50-100 m 5 · 23% 100-150 m 6 · 27% 150-200 m 5 · 23% acima de 200 m 2 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rubim 7 1990 6 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rubim. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 1 · 33% Abastecimento urbano 1 · 33% Irrigação 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 14 poços

O território e o subsolo de Rubim

Rubim tem 10.298 habitantes distribuídos em 965,2 km², o que dá 10,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Almenara, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 118 dos 3.395 domicílios de Rubim — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 98 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 665 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rubim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rubim

Com base em 76 poços cadastrados num raio de 30 km de Rubim - MG, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 180 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 11,3 m³/h (metade dos poços entre 2,1 m³/h e 15,5 m³/h), sobre 26 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rubim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 76 poços no raio, contra 27 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
11,3 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 26 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rubim: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra alta76 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rubim costumam descer

  • até 50 m 7%5
  • 50 a 100 m 37%25
  • 100 a 150 m 29%20
  • acima de 150 m 26%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 11,6 m³/h 89 m 4216 com teste
Ordoviciano Indiviso 1,2 m³/h 150 m 51 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Proterozoico Superior 4
  • 50 a 100 m24 poços Proterozoico Superior 22 · Grupo Jequitinhonha 2
  • 100 a 150 m15 poços Proterozoico Superior 9 · Ordoviciano Indiviso 4 · Cambriano Indiviso 1
  • acima de 150 m10 poços Proterozoico Superior 7 · Suíte Intrusiva Santo Antônio 2 · Ordoviciano Indiviso 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rubim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rubim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.