Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mariana - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mariana, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo caraca
  • Atendemos esta cidade
  • 8poços cadastrados
  • 88,5 mprofundidade média
  • 107 mprofundidade mediana
  • 3,8 mnível estático médio

Como são os poços em Mariana - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Mariana - MG. A profundidade média é de 88,5 m e a mediana, 107 m, medida em 2 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Caraca. No Censo 2022, 214 dos 21.714 domicílios do município — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
88,5 m
Profundidade mediana
107 m
Nível estático médio
3,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Caraca
Ante a média do estado
8,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
61.387 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
214 (1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 8 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Mariana. A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caraca, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mariana é 8,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Mariana

Poços cadastrados em Mariana - MG
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média88,5 m 2 poços com o dado
Profundidade mediana107 m
Faixa de profundidade70 m a 107 m
Nível estático médio3,8 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio12,4 m 1 poço com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caraca 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 1 poço
Poços com teste de vazão8 de 8

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mariana por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 50% 100-150 m 1 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mariana 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mariana. Valores em poços. Abastecimento industrial 4 · 50% Outros (lazer,etc.) 2 · 25% Abastecimento urbano 1 · 13% Abastecimento doméstico 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caraca — 1 poço

O território e o subsolo de Mariana

Mariana tem 61.387 habitantes distribuídos em 1.194,2 km², o que dá 51,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Bárbara - Ouro Preto, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 214 dos 21.714 domicílios de Mariana — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 199 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.177 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Mariana, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mariana

Com base em 108 poços cadastrados num raio de 30 km de Mariana - MG, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 200 m, com profundidade mediana de 113 m. A vazão mediana calculada é de 13,2 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 81,0 m³/h), sobre 55 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mariana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 108 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

113 mprofundidade mediana
13,2 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
3,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 55 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mariana: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta108 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 0peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mariana costumam descer

  • até 50 m 4%3
  • 50 a 100 m 34%24
  • 100 a 150 m 39%27
  • acima de 150 m 23%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itabira 93,3 m³/h 149 m 1312 com teste
Complexo Santa Barbara 10,1 m³/h 118 m 75 com teste
Grupo Caraca sem teste 800 m 3
Grupo Nova Lima 7,4 m³/h 87 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m10 poços Grupo Nova Lima 2 · Complexo Santa Barbara 2 · Complexo Bacao 1
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Itabira 6 · Complexo Santa Barbara 3 · Corpo Monsenhor Isidro 1
  • acima de 150 m12 poços Grupo Itabira 6 · Grupo Caraca 2 · Complexo Santa Barbara 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Mariana?

Esta página é de dados públicos, mas Mariana está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 60 km daqui.

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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.