Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lagoa Grande - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lagoa Grande, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 31poços cadastrados
  • 96,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12 mnível estático médio

Como são os poços em Lagoa Grande - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Lagoa Grande - MG. A profundidade média é de 96,7 m e a mediana, 100 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 636 dos 3.389 domicílios do município — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
96,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.969 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
636 (18,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Lagoa Grande, com profundidade média de 96,7 m (mediana de 100 m, variando de 24 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lagoa Grande é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Lagoa Grande

Poços cadastrados em Lagoa Grande - MG
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média96,7 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade24 m a 198 m
Nível estático médio12 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,8 m 26 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 55% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 100% dos registros
Uso mais comumIrrigação 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 7 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Lagoa Grande 24 m mínimo 100 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 74 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lagoa Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 19 · 66% 100-150 m 6 · 21% 150-200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lagoa Grande 4 1970 6 1980 6 2000 7 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lagoa Grande. Valores em poços. Irrigação 9 · 47% Outros (lazer,etc.) 4 · 21% Abastecimento doméstico 3 · 16% Pecuária 1 · 5% Abastecimento urbano 1 · 5% Doméstico/irrigação/animal 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Carstico — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 11 poços

O território e o subsolo de Lagoa Grande

Lagoa Grande tem 8.969 habitantes distribuídos em 1.236,3 km², o que dá 7,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 636 dos 3.389 domicílios de Lagoa Grande — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 607 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 607 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lagoa Grande

Com base em 64 poços cadastrados num raio de 30 km de Lagoa Grande - MG, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 144 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 25,2 m³/h (metade dos poços entre 9,4 m³/h e 43,1 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (47% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lagoa Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 64 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
25,2 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lagoa Grande: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta64 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 55peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lagoa Grande costumam descer

  • até 50 m 6%3
  • 50 a 100 m 57%27
  • 100 a 150 m 30%14
  • acima de 150 m 6%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m11 poços Subgrupo Paraopeba 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m6 poços Subgrupo Paraopeba 5 · Formação Três Marias 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lagoa Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lagoa Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.