Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Janaúba - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Janaúba, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • subgrupo paraopeba
  • 314poços cadastrados
  • 92,2 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 26,4 mnível estático médio

Como são os poços em Janaúba - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 314 poços em Janaúba - MG. A profundidade média é de 92,2 m e a mediana, 90 m, medida em 295 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 1.005 dos 24.287 domicílios do município — 4,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
314
Profundidade média
92,2 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
26,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
4,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
70.699 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.005 (4,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 314 poços em Janaúba, com profundidade média de 92,2 m (mediana de 90 m, variando de 28 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Janaúba é 4,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Janaúba

Poços cadastrados em Janaúba - MG
Poços no cadastro nacional314 poços
Profundidade média92,2 m 295 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade28 m a 200 m
Nível estático médio26,4 m 257 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,4 m 172 poços com o dado
Vazão específica média16,1 m³/h por metro 169 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 73% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 71% dos registros
Uso mais comumIrrigação 29 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 81 poços
Poços com teste de vazão314 de 314
Distribuição das profundidades em Janaúba 28 m mínimo 90 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 71 m e 107 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Janaúba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 5% 50-100 m 194 · 66% 100-150 m 77 · 26% 150-200 m 10 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Janaúba 1 1940 25 1950 66 1960 81 1970 49 1980 18 1990 27 2000 26 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Janaúba. Valores em poços. Irrigação 29 · 37% Pecuária 26 · 33% Abastecimento doméstico 9 · 11% Abastecimento industrial 5 · 6% Abastecimento múltiplo 5 · 6% Outros (lazer,etc.) 5 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 190 poços
  • Fissural — 71 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 183 poços
  • Grupo Bambuí — 41 poços
  • Formação Lagoa do Jacare — 15 poços
  • Proterozoico Superior — 10 poços
  • Grupo Macaúbas — 7 poços
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Janaúba

Janaúba tem 70.699 habitantes distribuídos em 2.181,3 km², o que dá 32,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Janaúba, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 1.005 dos 24.287 domicílios de Janaúba — 4,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 996 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.125 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Janaúba, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Janaúba

Com base em 430 poços cadastrados num raio de 30 km de Janaúba - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 128 m, com profundidade mediana de 88 m. A vazão mediana calculada é de 8,5 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 20,7 m³/h), sobre 194 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Janaúba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 430 poços no raio, contra 314 poços dentro do município.

88 mprofundidade mediana
8,5 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
15,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 194 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Janaúba: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta430 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Janaúba costumam descer

  • até 50 m 5%19
  • 50 a 100 m 67%247
  • 100 a 150 m 25%91
  • acima de 150 m 3%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 6,2 m³/h 82 m 211102 com teste
Grupo Bambuí 12,0 m³/h 100 m 4534 com teste
Formação Lagoa do Jacare 8,3 m³/h 74 m 2315 com teste
Proterozoico Superior 7,1 m³/h 81 m 1410 com teste
Grupo Macaúbas 5,1 m³/h 70 m 125 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Subgrupo Paraopeba 10 · Formação Lagoa do Jacare 2 · Supergrupo Espinhaço 1
  • 50 a 100 m218 poços Subgrupo Paraopeba 151 · Grupo Bambuí 27 · Formação Lagoa do Jacare 17
  • 100 a 150 m77 poços Subgrupo Paraopeba 46 · Grupo Bambuí 17 · Formação Lagoa do Jacare 4
  • acima de 150 m4 poços Subgrupo Paraopeba 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Janaúba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Janaúba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.